OFICIALIZADO
Wellington minimiza apoio de prefeitos a Pivetta e diz que eleição será decidida “pelo coração do povo”
Do local: Renato Ferreira
O senador Wellington Fagundes (PL), oficializado como candidato ao Governo de Mato Grosso, minimizou nesta terça-feira (22) o fato de prefeitos do próprio partido, como Abilio Brunini (Cuiabá), Flávia Moretti (Várzea Grande) e Edilson Piaia (Campo Novo do Parecis), já terem declarado apoio à pré-candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Questionado sobre uma eventual reação do PL e sobre a possibilidade de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro gravar um vídeo em apoio ao adversário, o senador afirmou que sua campanha será construída na relação que mantém com a população mato-grossense, e não em apoios de autoridades.
Wellington disse esperar que Michelle participe da campanha dos candidatos do PL, mas ponderou que não pretende cobrar posicionamentos políticos de ninguém. Segundo ele, o apoio popular terá mais peso do que manifestações públicas de lideranças nacionais.
“Eu sou candidato a governador com a minha experiência. A população de Mato Grosso me conhece. Não vou exigir de ninguém mais do que deve”, afirmou.
Para reforçar o argumento, o senador relembrou uma campanha eleitoral anterior, quando desistiu de utilizar depoimentos de autoridades nacionais após pesquisas internas apontarem que o testemunho de um morador de Pedra Preta tinha muito mais impacto junto ao eleitorado.
Segundo Wellington, o personagem, identificado como “seu Luís”, afirmou que o apoiava porque ele havia salvado a vida de seu neto, tornando o relato mais forte do que qualquer declaração de figuras conhecidas da política brasileira.
“Quando a coisa é do coração, isso sai nos olhos, as pessoas veem. Não é depoimento de uma autoridade que não conhece Mato Grosso que vai ser mais importante do que o do seu Luís”, declarou.
O candidato ainda contou que, durante agenda recente em Primavera do Leste, foi abordado por uma jovem de 26 anos que disse guardar, desde a infância, cartões enviados por ele em aniversários. Para Wellington, esse tipo de vínculo demonstra que sua trajetória política foi construída ao longo dos anos e terá mais relevância na campanha do que apoios de lideranças de fora do Estado.
“Na minha campanha vai estar o seu Luís, a dona Francisca, a dona Maria, o seu Zé. O depoimento dessas pessoas vale muito mais. É mais importante do que trazer até o depoimento do Trump para cá”, concluiu.


