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GANHAR E NÃO LEVAR

Jayme corre risco de ganhar no União Brasil e perder no voto da federação

Muvuca Popular

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O senador Jayme Campos (União) pode sair vencedor da convenção do União Brasil, marcada para esta quinta-feira (30), e ter seu nome aprovado pela maioria dos convencionais para disputar o Governo de Mato Grosso no pleito deste ano. A vitória, no entanto, pode não ser suficiente para garantir sua candidatura. O senador ainda terá que enfrentar o posicionamento do Progressistas (PP), partido que integra a Federação União Progressista com o União Brasil.

O impasse está justamente na divisão política entre as duas siglas. Enquanto Jayme articula apoio dentro do União Brasil para encabeçar a disputa pelo Palácio Paiaguás, a maioria dos integrantes do Progressistas está alinhada ao grupo do ex-governador Mauro Mendes (União), presidente do partido em Mato Grosso, e defende uma aliança com o Republicanos para apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Pelas regras da federação, cada partido realiza sua própria convenção e delibera individualmente sobre as candidaturas, tanto majoritárias quanto as proporcionais. Depois, as duas siglas participam de uma convenção conjunta.

Caso as decisões sejam coincidentes, os nomes são homologados. Se houver divergência entre União Brasil e Progressistas, a questão é encaminhada à direção nacional da federação, que terá a responsabilidade de tomar a decisão definitiva.

É justamente nesse cenário que Jayme corre o risco de “ganhar e não levar”. Mesmo que consiga aprovar sua candidatura na convenção do União Brasil, ele poderá não ter o aval necessário para disputar o Governo caso o Progressistas mantenha a preferência pela composição com Pivetta.

Diante da possibilidade de conflito entre os dois partidos, Jayme também articula seu nome em Brasília e tenta construir respaldo junto às lideranças nacionais. A estratégia busca garantir força política para enfrentar uma eventual decisão da federação. Até o momento, porém, não há garantia de que a direção nacional ficará ao lado do senador em caso de divergência.

Com isso, a convenção do União Brasil desta quinta-feira deve representar apenas uma etapa da disputa. A palavra final, caso os dois partidos adotem posições diferentes, poderá ficar longe de Mato Grosso e depender de uma decisão da direção nacional da federação.

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