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Pivetta articula apoio com Mauro antes da convenção do União, mas afirma: “Quem tem mais voto leva”

Patrícia Neves e Renato Ferreira

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“Quem tem mais voto leva.” Foi dessa forma que o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) resumiu, nesta quarta-feira (29), a disputa interna do União Brasil que definirá se o senador Jayme Campos terá o nome homologado como candidato ao Governo de Mato Grosso.

A decisão será tomada durante a convenção estadual da sigla, marcada para esta quinta-feira (30). Dos 50 convencionais aptos, 48 deverão participar da votação. Para a aprovação da proposta, será necessário alcançar o apoio de três quintos dos integrantes habilitados.

Pivetta afirmou que participou de conversas com convencionais ao lado do ex-governador Mauro Mendes, principal articulador para que o União Brasil apoie seu projeto de reeleição. Segundo ele, uma das reuniões durou cerca de duas horas.

“Participei de algumas conversas com o Mauro nesses últimos dias. Ontem, conversamos por umas duas horas com alguns convencionais, mas conversei com o senador Jayme hoje também. Estamos em paz. Vamos deixar o União Progressista tomar a decisão e eu vou aguardar o resultado que vier”, declarou.

Questionado se acompanhará presencialmente a convenção, Pivetta disse que ainda não tinha conhecimento de um convite, mas afirmou que poderá comparecer caso seja chamado.

“Se eu for convidado, eu vou. Até agora não fui ainda. Pode ser que tenha chegado o convite e eu não tenha conhecimento”, afirmou.

Apesar da expectativa em torno da votação, o governador garantiu estar tranquilo e disse que aceitará qualquer resultado produzido pelos convencionais.

“Estou vivendo uma fase diferente da minha vida. Ser governador de Mato Grosso não é pouca coisa. É muita honra, muita responsabilidade. Estamos trabalhando bastante, estou feliz, realizado, e os resultados que saírem da convenção nós vamos aceitar, porque a democracia é isso”, disse.

Pivetta acrescentou que a votação é o caminho natural quando não há consenso dentro de uma legenda.

“A democracia, quando não tem entendimento consensual, vai para o voto. Quem tem mais voto leva. É assim que funciona. Eu vou aguardar isso e depois a gente conversa”, completou.

A convenção será decisiva para o futuro político do União Brasil. Enquanto Jayme defende a homologação de sua candidatura ao Governo do Estado, outra ala da sigla trabalha para que o partido integre a coligação de Pivetta.

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