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CONFRATERNIZAÇÃO

Júlio ironiza jantar de convencionais e diz: “Se fosse convidado, iria. Adoro uma bacalhoada”

Muvuca Popular

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Em meio à disputa interna do União Brasil, marcada para definir o rumo do partido nas eleições deste ano, o deputado estadual Júlio Campos (União) reagiu com ironia às especulações sobre o jantar realizado na noite de quarta-feira (29), em Cuiabá, reunindo o governador Mauro Mendes(União) e parte dos convencionais da sigla. Sem esconder o bom humor, o parlamentar afirmou que não recebeu convite para o encontro, mas garantiu que teria comparecido caso fosse chamado. “Adoro uma bacalhoada”, brincou.

Segundo Júlio, o encontro não teve caráter de articulação política para influenciar a votação da convenção, como foi interpretado por parte dos bastidores, mas apenas de uma confraternização entre integrantes do partido.

“Lá não foi reunião. Lá foi um jantar de confraternização, que dos 50 convencionais, mais ou menos 10 estavam presentes. Foram comer uma bacalhoada com o governador Pivetta. Natural. Eu não fui convidado. Se fosse, iria, porque adoro comer uma bacalhoada da Portuguesa. Então, nem o senador Jayme falou. Eu acho que foi uma confraternização.”

Ao ser questionado se acreditava que o jantar teve o objetivo de articular votos contra a candidatura do senador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás, Júlio descartou essa possibilidade e lembrou que encontros entre lideranças políticas são comuns.

“Não. Todo político conversa. Nós tivemos ontem pela manhã uma reunião de trabalho com o ex-governador Mauro Mendes, no escritório do advogado João Celestino, discutindo o evento de hoje e como aconteceria a convenção dentro de uma questão democrática.”

O parlamentar também reforçou que, do ponto de vista formal, o União Brasil ainda não recebeu qualquer proposta oficial de coligação para ser analisada pelos convencionais. Conforme ele, até o encerramento do prazo, nenhum partido apresentou documento propondo aliança com a legenda.

“Se não há nenhuma proposta de coligação apresentada legalmente, nem o presidente do Republicanos, Adilton Sachetti, mandou documento oferecendo coligação. Nem o PSD do senador Carlos Fávaro apresentou proposta. Nem o PL presidido por Ananias Filho apresentou proposta. Então, até agora, não chegou, dentro do prazo legal, nenhuma proposta. Não temos proposta concreta de coligação.”

Júlio destacou que a única proposição oficialmente protocolada na convenção é a defesa da candidatura própria do União Brasil, encabeçada pelo senador Jayme Campos.

“Apenas um convencional manifestou, no pedido de registro de candidatura, que gostaria que o partido fizesse uma coligação com outro partido. Mas, oficialmente, o que está protocolado é a candidatura própria, tendo o senador Jayme Campos como candidato ao Governo.”

Sobre a condução da convenção, o deputado ressaltou que a decisão caberá exclusivamente aos 50 convencionais da legenda e que as definições sobre a chapa majoritária serão tomadas por votação secreta, caso não haja consenso.

“Hoje os 50 membros do partido é que vão decidir. A convenção é soberana. As candidaturas majoritárias podem ser decididas por votação ou por aclamação. Se não houver consenso, a votação será secreta.”

Júlio Campos ainda afirmou que o partido não pretende impor restrições ao ex-governador Mauro Mendes, caso a convenção homologue candidatura própria, reconhecendo que o atual governador possui compromisso político com Otaviano Pivetta.

“Nós não estamos proibindo Mauro Mendes de nada. Ele está livre para fazer o que bem entender. Ele tem um compromisso pessoal com Otaviano Pivetta e isso precisa ser respeitado. Mas o partido também precisa respeitar a decisão que será tomada pelos convencionais.”

Vale lembrar que, uma ala do União Brasil, liderada por Mendes defende a coligação com Republicanos em prol da reeleição de Pivetta.

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