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Mauro abre convenção, confirma voto secreto e diz que resultado final caberá à federação

Patrícia Neves e Renato Ferreira

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O presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes, abriu na manhã desta quinta-feira (30), em Cuiabá, a convenção que decidirá os rumos do partido na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Durante a abertura, ele explicou que a definição entre a candidatura própria do senador Jayme Campos e o apoio ao governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, será feita por voto secreto.

Mauro informou que candidatos e convencionais poderão se manifestar antes do início da votação. As falas deverão ter duração máxima de dois a três minutos, com controle do tempo para assegurar o mesmo espaço a todos os participantes.

“Vamos abrir as falas para todos os candidatos previamente inscritos que desejarem falar e também para os convencionais. Vamos controlar o tempo para sermos isonômicos com todos”, afirmou.

Segundo o presidente do partido, 51 integrantes estão habilitados a votar. A convenção poderá iniciar as deliberações após atingir o quórum de três quintos, equivalente à presença de 31 convencionais.

“Quando atingirmos 31 membros, teremos o quórum deliberativo. A lista estará na mesa e, após a conferência, interromperemos as falas e iniciaremos o processo de votação”, explicou.

As chapas para deputado estadual e federal serão submetidas à aprovação por aclamação, já que apenas uma composição foi registrada para cada disputa. O mesmo procedimento será adotado para os nomes apresentados ao Senado.

“Nós vamos votar primeiro a chapa estadual por aclamação, porque o regimento permite quando existe apenas uma chapa registrada. Na sequência, a chapa federal e a apresentação ao Senado também serão por aclamação”, disse.

A disputa pelo Governo, porém, seguirá procedimento diferente. Conforme Mauro, duas propostas foram apresentadas internamente: a homologação da candidatura própria de Jayme Campos e a autorização para que o União Brasil, por meio da Federação União Progressista, participe de uma coligação em apoio a Pivetta.

“No caso de governador, foram apresentadas duas propostas dentro do partido: a candidatura própria do senador Jayme Campos e outra para que o União Brasil possa se coligar, por meio da União Progressista, com o governador Pivetta”, afirmou.

Durante a explicação, houve manifestações de apoiadores no local. Mauro afirmou que aplausos e vaias fazem parte do ambiente democrático, mas pediu que os convencionais compreendessem o rito da votação.

“A manifestação de aplausos ou vaias não tem problema. Isso faz parte da democracia. Eu só gostaria que todos compreendessem o processo que estamos conduzindo”, declarou.

Mauro sustentou que o estatuto do partido determina a realização de votação secreta quando existem posições divergentes. Uma urna foi instalada ao lado do espaço da convenção para receber os votos dos convencionais.

Uma comissão eleitoral formada por cinco integrantes ficará responsável pela entrega das cédulas. O documento terá três opções: candidatura própria de Jayme Campos, apoio a Pivetta ou abstenção.

“O estatuto prevê clara e objetivamente que, havendo duas posições divergentes, a decisão deve ser tomada por votação secreta dos convencionais”, afirmou.

Mesmo que todos os convencionais votem antes, a urna deverá permanecer aberta por cinco horas. Segundo Mauro, a direção estadual consultou a cúpula nacional do partido sobre a possibilidade de antecipar o encerramento, mas recebeu a orientação de cumprir integralmente o prazo previsto no estatuto.

“Mesmo que 100% dos convencionais votem, não podemos encerrar. O processo precisa ficar aberto por cinco horas. Tentamos um esclarecimento com a Nacional e a resposta foi que o prazo teria que ser cumprido”, explicou.

Durante esse período, fiscais e mesários indicados pelos grupos permanecerão no local. Após o encerramento do prazo, as cédulas serão abertas e contadas voto a voto.

Mauro ressaltou que a decisão tomada pelo União Brasil não encerrará o processo. O resultado será analisado em conjunto com o encaminhamento aprovado pelo Progressistas, partido que integra a Federação União Progressista.

A direção estadual da federação, composta por sete membros, será responsável por tomar a decisão final sobre a chapa majoritária em Mato Grosso.

“Essa decisão do União Brasil vai se juntar à decisão do PP e seguirá para a federação, que tem sete membros em Mato Grosso e tomará a decisão final”, afirmou.

Com isso, mesmo que a convenção do União Brasil aprove a candidatura de Jayme ou o apoio a Pivetta, o encaminhamento ainda dependerá da deliberação da Federação União Progressista.

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