Acompanhe nossas noticias

The news is by your side.

NA ROTA DA BOLÍVIA

Preso com revólver durante operação, vereador deixa cadeia após pagar fiança

Muvuca Popular

0

A Justiça de Mato Grosso ratificou a fiança paga e a consequente soltura do vereador de Colniza Wesley Nunes Mendes (PL), preso em flagrante na terça-feira (28), durante uma operação que apurava o pouso de aeronaves supostamente usadas para transportar drogas da Bolívia. O parlamentar foi autuado por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Wesley já havia sido colocado em liberdade pela Polícia Civil após recolher o valor da fiança. Na decisão proferida após a audiência de custódia, a juíza Marina Carlos França homologou a prisão em flagrante e confirmou a medida adotada pela autoridade policial.

A magistrada também determinou que a Câmara Municipal de Colniza e o Ministério Público sejam comunicados sobre o caso para avaliarem as providências que considerarem cabíveis, em razão do mandato exercido por Wesley.

O vereador foi preso durante uma ação conjunta realizada em uma propriedade rural de Colniza, onde as forças de segurança investigavam informações sobre o pouso de duas aeronaves vindas da Bolívia. A suspeita era de que os aviões teriam utilizado uma pista clandestina para descarregar entorpecentes.

Segundo o registro da ocorrência, os policiais encontraram inicialmente três pessoas na propriedade. Uma delas afirmou ter visto dois aviões pousarem em uma pista improvisada e relatou que uma caminhonete retirou vários fardos das aeronaves antes de deixar o local.

O homem ainda apresentou um vídeo gravado no próprio celular, que mostraria um dos pousos. O aparelho foi apreendido para ser analisado durante as investigações.

Enquanto as diligências eram realizadas, Wesley chegou à propriedade dirigindo uma Toyota Hilux branca sem placas. Durante a revista no veículo, os agentes encontraram um revólver calibre .38 carregado com seis munições intactas, ao lado do banco do motorista.

Conforme o boletim de ocorrência, o vereador assumiu ser o proprietário da arma, mas não apresentou registro nem autorização para o porte. Um iPhone 14 que estava com ele também foi apreendido.

Além de Wesley, Rodrigo Bruno Pereira Rodrigues foi preso na operação. Ele foi autuado, em tese, por porte de arma de fogo de uso proibido, tráfico de drogas e colaboração com grupo ou associação criminosa.

A Justiça também homologou o flagrante de Rodrigo, mas concedeu liberdade provisória com medidas cautelares. A decisão considerou que ele é tecnicamente primário e que ainda não havia informações conclusivas sobre a natureza e a quantidade dos entorpecentes apreendidos.

Rodrigo deverá comparecer à Justiça a cada dois meses, manter endereço, telefone e local de trabalho atualizados, atender a todas as intimações e não cometer novos crimes. O descumprimento das determinações poderá resultar na decretação da prisão preventiva.

Durante a audiência de custódia, Rodrigo afirmou ter sofrido violência ou excesso na abordagem policial. A magistrada destacou que o exame de corpo de delito não apontou lesões e que, naquele momento, não havia elementos mínimos que comprovassem a denúncia.

Mesmo assim, a juíza determinou o envio do relato à Corregedoria da Polícia Militar, à Corregedoria da Polícia Federal e ao Ministério Público para apuração.

Celulares terão dados extraídos

A Justiça autorizou ainda a quebra do sigilo dos dados de quatro celulares apreendidos durante a operação, incluindo aparelhos das marcas Apple, Xiaomi, Motorola e Poco.

A Polícia Civil poderá realizar buscas nos dispositivos para tentar identificar a origem e a propriedade das drogas, a relação entre os investigados e as circunstâncias da movimentação das aeronaves.

A decisão estabeleceu prazo de 30 dias para o cumprimento da quebra de sigilo, salvo justificativa excepcional. Depois da extração, a autoridade policial terá mais 30 dias para apresentar um relatório com os resultados.

Outro caso envolvendo armas

A prisão ocorreu pouco mais de três semanas depois de Wesley se envolver em outra ocorrência com armas de fogo. Na manhã de sábado, 4 de julho, o irmão dele, Jeferson Rodrigo Nunes Mendes, de 30 anos, foi assassinado durante um torneio de laço em uma chácara de Colniza.

Segundo o boletim daquele caso, Wesley relatou à Polícia Militar que trocou tiros com os autores do homicídio antes da chegada das equipes de segurança.

Durante as buscas, um dos suspeitos teria atirado contra policiais militares e morreu no confronto. Outro homem conseguiu fugir para uma área de mata. As circunstâncias e a motivação do crime são investigadas pela Polícia Civil.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

xLuck.bet - Emoção é o nosso jogo!

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitarconsulte Mais informação