MAL-ESTAR NA BASE
Mauro diz que ameaça de Max gerou “constrangimentos” no grupo governista
Do Local - Renato Ferreira
O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) admitiu na noite desta terça-feira (4) que a movimentação do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), na reta final das articulações eleitorais provocou desconforto dentro do grupo governista. Segundo Mauro, a ameaça de lançamento de uma candidatura própria ao Governo do Estado acabou criando “constrangimentos” entre os aliados.
A declaração foi dada ao ser questionado sobre o comportamento de Max após as últimas definições da chapa governista. O Podemos chegou à convenção sem anunciar oficialmente com quem caminhará na disputa pelo Palácio Paiaguás, mantendo em aberto seu posicionamento.
Mauro reconheceu a força política de Max e afirmou que o deputado manteve conversas com diferentes grupos durante o período de negociações. Para ele, o diálogo com adversários não representa, por si só, um problema.
“O deputado Max é uma das lideranças emergentes aqui no Estado de Mato Grosso, ninguém tem como negar isso. Ele andou dialogando muito com vários lados e é natural que esse diálogo aconteça. Não é proibido conversar na política. Aliás, é salutar e fundamental que se converse na política”, afirmou.
O ex-governador, entretanto, deixou claro que a situação mudou quando Max colocou sobre a mesa a possibilidade de lançar um nome próprio na disputa pelo Governo.
“Entretanto, de última hora, ele fez ameaça de lançar um candidato e isso acabou gerando ali alguns constrangimentos”, declarou.
Apesar do mal-estar, Mauro sinalizou que ainda há espaço para reconstruir a relação com o Podemos e manter o partido no arco de alianças do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, as próximas horas serão marcadas por novas rodadas de negociação.
“De hoje até amanhã nós teremos muitos diálogos ainda”, disse.
A tensão com Max ganhou força em meio às discussões sobre a composição da chapa de Pivetta. O Podemos reivindicava espaço na majoritária e participou diretamente das negociações para a definição do vice. Com a escolha de Fábio Garcia (União Brasil) para a vaga, o partido passou a reavaliar seu posicionamento e manteve indefinido o rumo eleitoral.
Agora, Mauro e seus aliados tentam evitar que o descontentamento resulte no rompimento definitivo com Max e o Podemos, enquanto as siglas correm contra o prazo para fechar suas alianças e definir as chapas que estarão nas urnas.



