CRIME PASSIONAL
Suspeito teria planejado morte de PM após descobrir relacionamento de dois anos com companheira
Muvuca Popular
A Polícia Civil investiga se a morte do policial militar Renato Oliveira Aragão foi premeditada e motivada por um suposto relacionamento extraconjugal mantido entre a vítima e a companheira do suspeito Jonathan Vieira dos Santos. Segundo o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso, as informações colhidas até o momento apontam que o envolvimento amoroso teria durado cerca de dois anos.
O policial foi baleado, na noite desta terça-feira (4), enquanto ministrava uma aula de artes marciais em um projeto social desenvolvido em uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), em Várzea Grande. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cristo Rei.
De acordo com o delegado, há indícios de que o suspeito já vinha acompanhando a rotina da vítima e teria ido ao local onde o projeto era realizado dias antes do crime.
“Tudo indica que sim. Há informações de uma das testemunhas de que ele teria procurado a vítima nesse local dias antes”, afirmou Rogério Gomes ao ser questionado sobre a possibilidade de premeditação.
A investigação também identificou que o suspeito demonstrava descontentamento com o suposto relacionamento entre a companheira dele e o policial. Conforme o delegado, ele chegou a procurar a esposa da vítima poucos dias antes do homicídio para falar sobre o caso.
“Ele fez contato com a esposa da vítima recentemente, dois ou três dias antes, para informar que o marido dela estaria se envolvendo com a mulher dele”, relatou.
O suspeito também havia registrado um boletim de ocorrência meses antes, no qual relatava o suposto envolvimento amoroso. Segundo Rogério Gomes, o documento foi anexado ao inquérito e será analisado durante a apuração.
“Ele informa toda essa situação envolvendo a companheira e a vítima sobre esse suposto relacionamento amoroso. Segundo ele, o boletim era para se resguardar”, explicou.
As informações reunidas pela Polícia Civil indicam que o suspeito e a companheira estavam separados, mas tentavam retomar o relacionamento. Até o momento, a mulher ainda não havia sido localizada para prestar depoimento.
O homem foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Durante o interrogatório, ele permaneceu em silêncio.
A arma usada no crime foi apreendida e será submetida a perícia. A Polícia Civil ainda apura a origem do armamento, a dinâmica completa do homicídio e se houve participação de outras pessoas.



