Mato Grosso registrou queda de 49% nas áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia, entre agosto de 2025 e julho de 2026. Apesar da redução expressiva no bioma amazônico, o Estado apresentou movimento contrário no Cerrado, onde os alertas aumentaram 40,5% no mesmo período.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).
Na porção amazônica de Mato Grosso, foram identificados 834,41 km² sob alerta de desmatamento. Mesmo com a redução de 49% na comparação com o ciclo anterior, o Estado apresentou o segundo maior volume entre os estados da Amazônia Legal, atrás apenas do Pará, que contabilizou 987,27 km².
Já no Cerrado, Mato Grosso somou 562,02 km² de áreas sob alerta, com crescimento de 40,5% em relação ao período anterior. O Estado ficou atrás de Maranhão, Tocantins e Piauí em extensão de áreas detectadas pelo sistema.
No cenário nacional da Amazônia, os alertas de desmatamento recuaram cerca de 36% entre agosto de 2025 e julho deste ano, passando de aproximadamente 4,5 mil km² no ciclo anterior para 2.874,38 km². O resultado é o menor registrado desde o início da série histórica do Deter para o período, em 2016.
Além de Mato Grosso, Amazonas, Acre, Rondônia e Pará também apresentaram redução nos alertas na Amazônia. Roraima seguiu na direção contrária e teve aumento de 32,5%.
No Cerrado brasileiro, a redução foi mais tímida. Os alertas recuaram 7,8%, totalizando 5.119,46 km² identificados entre agosto de 2025 e julho de 2026. Mato Grosso e Minas Gerais estiveram entre os estados que apresentaram crescimento dos alertas no bioma.
O Deter utiliza imagens de satélite para detectar alterações na cobertura vegetal e emitir alertas que auxiliam as ações de fiscalização e combate ao desmatamento. Os dados não representam a taxa oficial consolidada de desmatamento, calculada pelo sistema Prodes, também desenvolvido pelo Inpe.



