GUERRA DECLARADA
Pivetta diz que WF é “negociador voraz de emendas” e dispara: “nunca trabalhou, só fez negócio na política e está com saudade da cena do crime’
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rebateu os ataques feitos pelo senador Wellington Fagundes (PL), seu adversário na disputa pelo Governo de Mato Grosso, na manhã desta sexta-feira (14). Após ser acusado pelo senador de promover o “fazimento de coisa errada”, Pivetta afirmou que o rival “nunca trabalhou”, fez negócios na política durante toda a vida e, ao lado do ex-secretário Cinésio Nunes, estaria com “saudade da roubalheira” e da “cena do crime”.
O confronto começou depois de Wellington ironizar o “fazimento”, expressão frequentemente utilizada por Pivetta para defender uma gestão voltada à execução de obras. O senador afirmou que o republicano estaria promovendo o “fazimento de coisa errada”.
Pivetta contrapôs sua experiência empresarial e administrativa aos 36 anos de Wellington no Congresso Nacional. Segundo o governador, enquanto construiu sua vida profissional antes de entrar para a política, o adversário teria passado praticamente toda a carreira ocupando cargos eletivos e negociando recursos públicos.
“Eu enveredei para a política com a vida feita, para servir o povo. Diferente dele, que se formou agrônomo, foi para a política, se formou veterinário, foi para a política, nunca atuou empresarialmente e só fez negócio na política a vida toda”, disparou.
O governador também citou a atuação de Wellington durante os governos Lula e Dilma e afirmou que o senador exercia influência sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Na sequência, direcionou os ataques a Cinésio Nunes, ex-secretário estadual de Infraestrutura durante a gestão do ex-governador Silval da Cunha Barbosa e atualmente lotado no gabinete de Wellington.
Pivetta declarou que Wellington e Cinésio estariam com “saudade da cena do crime”. Cinésio foi denunciado pelos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à execução de contratos durante o governo Silval Barbosa.
“Cinésio foi secretário do Silval Barbosa. Ele quer voltar à cena do crime. Eles estão com saudade do que faziam na Sinfra. O Silval delatou o Cinésio e delatou o Wellington Fagundes também, contou certinho a roubalheira que eles faziam”, afirmou Pivetta. As declarações são de responsabilidade do governador e fazem referência a acusações que devem ser analisadas nos respectivos processos.
Pivetta ainda desafiou Wellington a apresentar resultados concretos dos recursos destinados por meio de emendas parlamentares. Segundo ele, o senador teria distribuído mais de R$ 1,5 bilhão nos últimos 12 anos, mas não possuiria uma obra de impacto equivalente para apresentar à população.
“Procurem saber onde estão as emendas dele. R$ 1,5 bilhão daria para fazer quatro hospitais centrais. Tem algum hospital que ele fez? Durante a campanha, nós vamos mostrar onde ele colocou essas emendas. É um negociador de emenda voraz. Essa é a profissão dele”, concluiu.



