MANDATO ESPÚRIO
Alvo de operação, suplente de deputado nega acusações e diz que investigação é “caluniosa”
Gustavo Castro
Alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (25), o suplente de deputado estadual e candidato à Assembleia Legislativa, Hugo Garcia (PSDB), se manifestou na noite de hooje e negou ter cometido as irregularidades investigadas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele classificou a acusação como “injusta” e “caluniosa” e afirmou que seus advogados já trabalham para provar sua inocência.
“Pode ter certeza que eu não fiz nada disso que estou sendo acusado, não preciso disso, e eu amo demais a instituição que eu ajudei a levantar”, afirmou Hugo.
O candidato também relacionou a operação ao período eleitoral e disse que “a política começou”. Segundo ele, a manifestação ocorreu somente à noite porque estava sem celular durante o cumprimento das medidas judiciais.
“Todos vocês devem saber que, pelos noticiários de todo o estado de Mato Grosso, que eu fui alvo de uma busca e apreensão por uma acusação injusta, mas enfim. O tempo vai mostrar isso, meus advogados já estão trabalhando para isso, para mostrar que isso foi uma acusação caluniosa”, declarou.
Hugo agradeceu as mensagens de apoio recebidas após a operação e afirmou que pretende aguardar o andamento da investigação.
“A política começou, moçada, e faz parte. A única coisa que eu posso dizer, estamos gravando essa mensagem para todas as pessoas que me mandaram uma mensagem de carinho, obrigado”, disse.
Ao final, o suplente afirmou confiar que o tempo irá esclarecer os fatos e encerrou a mensagem fazendo referência à disputa eleitoral.
Operação
A Operação Mandato Espúrio é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e investiga supostas movimentações financeiras irregulares superiores a R$ 1 milhão envolvendo o Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT).
Hugo, que já presidiu o instituto, está entre os alvos da investigação, que também apura a participação do ex-diretor executivo Afrânio Migliari. A Polícia Civil investiga possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica relacionados à administração da entidade.
Segundo a investigação, quase R$ 774 mil teriam sido transferidos para uma conta pessoal e para uma empresa ligada ao então diretor executivo do instituto. Outra operação, de R$ 270 mil, teria como destino um escritório de advocacia.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão dos acessos utilizados para movimentar os recursos do IMAFIR-MT.
Durante o cumprimento das ordens judiciais na residência de Hugo, em Cuiabá, também foram apreendidos relógios de luxo, além de arma, munições, celulares e computadores, conforme informações divulgadas sobre a operação.
Hugo é suplente de deputado estadual e tenta conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2026. Ele declarou patrimônio de R$ 9,49 milhões à Justiça Eleitoral para disputar o pleito.
Veja:



