MAIS POBRE
Política não é feita para enriquecer, avalia deputado Wilson Santos após patrimônio cair
Renato Ferreira
O deputado estadual Wilson Santos (PSD), candidato à reeleição, afirmou que a política proporciona ganhos de conhecimento, amizades e relacionamentos, mas não deve ser usada como meio de enriquecimento material. A declaração foi dada ao comentar a redução de 41,8% em seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral nos últimos quatro anos.
“Olha, enriquece de conhecimento, enriquece de amizades, enriquece de relacionamento, de conhecimento do seu estado e do seu país. Mas não é um ambiente para enriquecimento material”, afirmou Wilson.
A declaração de bens apresentada inicialmente pelo deputado no registro de candidatura indicava um patrimônio de R$ 3.753.674,75. O valor, porém, foi inflado por um erro de digitação no saldo de uma conta mantida no Sicoob.
No documento, o saldo bancário foi registrado como R$ 3.526.796,00. Conforme a defesa do parlamentar, o valor correto é R$ 35.267,96. Diante da divergência, foi apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) um pedido de retificação dos dados.
Com a correção, o patrimônio declarado por Wilson em 2026 passou para R$ 262.146,71. A relação de bens inclui um terreno de 36 hectares em Chapada dos Guimarães, avaliado em R$ 120 mil, uma caminhonete Chevrolet S10 de R$ 55 mil e um consórcio no valor de R$ 49.452,58.
O deputado também declarou R$ 35.267,96 em uma conta no Sicoob e R$ 2.426,17 depositados no Banco do Brasil.
Em 2022, quando disputou a eleição que lhe garantiu o quinto mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Wilson informou à Justiça Eleitoral possuir R$ 450.657,97 em bens.
A comparação entre os valores corrigidos mostra que o patrimônio do parlamentar diminuiu aproximadamente R$ 188,5 mil em quatro anos, o equivalente a uma redução de 41,8%.
Antes do pedido de retificação, os números disponíveis no sistema eleitoral indicavam que o patrimônio de Wilson teria aumentado mais de 700%. A defesa, entretanto, explicou que a diferença não representava crescimento patrimonial, mas apenas um erro no preenchimento da declaração bancária.
O pedido de correção foi protocolado em 13 de agosto. Com a alteração, o registro eleitoral passou a apresentar o patrimônio informado como correto pela defesa do candidato.



