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MUDANÇA NO COMANDO

PL define novos presidentes municipais após afastar prefeitos que apoiaram Pivetta

Muvuca Popular

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O  PL de Mato Grosso já começou a definir quem assumirá o comando dos diretórios municipais deixados pelos prefeitos que foram destituídos após declararem apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O presidente estadual da legenda, Ananias Filho, confirmou os nomes que deverão ocupar parte das direções e afirmou que o partido também prepara mudanças em outras cidades.

Em Primavera do Leste, o novo presidente municipal será Rodrigo Zaelli. Segundo Ananias, a substituição já está definida e deverá ser formalizada no sistema partidário assim que a ata da mudança for encaminhada.

“Lá vai ser o Rodrigo Zaelli, isso aí já está tirado, isso aí já foi. Eu posso colocar o Rodrigo Dazzaielli nessa semana já, se a ata chegar, eu já vou colocar no sistema”, afirmou.

Em Várzea Grande, o comando do PL ficará com o Drº Alencar Farina, que assumirá o diretório no lugar da prefeita Flávia Moretti. A gestora foi afastada da direção partidária depois de declarar apoio a Pivetta, adversário do projeto do PL na disputa pelo Governo do Estado.
Ananias também confirmou alterações no comando do PL em Campo Novo do Parecis. O partido ainda está escolhendo o novo presidente municipal, enquanto os demais integrantes da diretoria que permaneceram na legenda deverão retornar às funções.

“Em Campo Novo eu estou escolhendo um novo presidente lá e os demais da diretoria vão retornar à diretoria porque ficaram no PL”, explicou.

O dirigente também citou Sapezal entre os municípios que passaram por mudança no comando partidário após a saída de integrantes que contrariaram a orientação do PL.
As alterações ocorrem em meio ao processo de reorganização interna da legenda em Mato Grosso, depois que prefeitos filiados passaram a apoiar Pivetta, enquanto o PL lançou o senador Wellington Fagundes como candidato ao Governo do Estado.

“DEPURAÇÃO”
Questionado se as mudanças representariam uma espécie de “faxina” no PL após a eleição, Ananias rejeitou o termo, mas admitiu que o partido passará por um processo de depuração.
“Eu não falo nem faxina, eu falo que vai ter uma depuração”, declarou.

O presidente estadual do PL justificou a postura ao citar sua própria trajetória dentro da legenda. Segundo ele, mesmo diante de momentos de crise e decisões políticas com as quais não concordava, permaneceu no partido e respeitou as decisões tomadas pela maioria.

“Eu estou no PL desde o final da década de 80, eu passei pelo PL em altas, em baixas, em alta, no meio e eu nunca desisti do PL, eu nunca saí do PL”, afirmou.

Ananias lembrou ainda uma aliança firmada pelo partido em 2002 com um político de esquerda, decisão da qual disse ter discordado, mas que acabou apoiando por considerar que deveria respeitar a decisão da maioria.

“Eu fui contra, lutei para ser contra, mas aceitei a decisão porque foi da maioria e eu engoli seco e fui lá e apoiei, fiz o apoiamento porque eu sou partidário e eu não sou covarde e não sou infiel”, declarou.

A troca dos comandos municipais reforça o movimento de reorganização do PL em Mato Grosso e expõe a disputa interna pela fidelidade dos filiados às decisões da direção estadual durante a corrida eleitoral.

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