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CASO BANCO MASTER

Pivetta cobra atuação dos Poderes diante do caso Master: “não sobra um”

Gustavo Castro e Renato Ferreira

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que, se os Poderes da República cumprirem suas funções na apuração do escândalo envolvendo o Banco Master, “não sobra um” entre os responsáveis. A declaração foi dada nesta quinta-feira (3), em conversa com a imprensa durante evento promovido por entidades do setor produtivo.

A fala ocorreu após Pivetta ser questionado sobre o envolvimento de pessoas ligadas a diferentes espectros políticos nas denúncias relacionadas ao banco. Ao comentar o cenário, o governador defendeu que Legislativo, Executivo e Judiciário cumpram as atribuições previstas na Constituição.

“Na minha visão, o que seria necessário é cada instituição cumprir com o seu papel. A República Federativa é muito bem concebida, tem três Poderes, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”, afirmou.

“Então, se os três cumprirem com o que está na Constituição, não sobra um, meu irmão. Se os três cumprirem com a sua obrigação, não sobra um”, acrescentou Pivetta, em referência à música “Não Sobra Um”, de Bezerra da Silva.

Ao longo da semana, documentos relacionados ao caso passaram a apontar a existência de relações entre o esquema investigado e nomes ligados à direita, à esquerda e ao centrão. Entre os políticos citados estão Flávio Bolsonaro (PL), Nikolas Ferreira (PL), Guido Mantega (PT) e Ciro Nogueira (PP).

Relação com Alexandre de Moraes

Questionado sobre a relação de proximidade entre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Pivetta evitou comentar casos ou pessoas específicas.

O governador afirmou esperar que as investigações avancem e que eventuais responsáveis sejam punidos, enquanto aqueles que não tenham cometido irregularidades sejam inocentados.

“Ninguém está acima da lei no Brasil, ninguém está acima da lei no Brasil. Nós precisamos dar o exemplo, o exemplo vem de cima”, declarou.

Pivetta também reforçou a defesa do funcionamento das instituições e da responsabilização individual.

“Sou torcedor para que as instituições funcionem, a Justiça seja feita, que cada um pague pelos seus erros e que quem não tem erro seja absolvido, que seja inocentado. Mas nós precisamos que as instituições funcionem”, concluiu.

 

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