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Mauro ironiza Taques após gravar 9º direito de resposta: “Deixa eu fazer minha campanha”
Renato Ferreira
O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) reagiu nesta quarta-feira (09) ao pedido feito pelo também ex-governador e adversário na disputa, Pedro Taques (PSB), para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) requeira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva dele e de Fábio Garcia (União), por suposto descumprimento de medida cautelar no âmbito da Operação Heritage.
Ao ser questionado sobre a representação, Mendes disparou contra Taques e o chamou de “o cara mais mentiroso da história do Governo de Mato Grosso”. O candidato ainda ironizou a quantidade de direitos de resposta que afirma ter conseguido contra o adversário e disse que as gravações estão atrapalhando sua própria campanha.
“Tá difícil pra mim fazer campanha, porque o Taques não deixa. Toda hora tem que parar a campanha pra gravar direito de resposta. Pelo amor de Deus, para de mentir, faz um pouco de campanha e deixa eu fazer a minha campanha”, declarou.
Mauro afirmou que, até a manhã de quarta-feira, Taques já acumulava 20 decisões desfavoráveis relacionadas a declarações feitas durante a campanha e disse ter sido informado de uma nova decisão no período da tarde. Segundo ele, somente naquele dia havia gravado seu nono direito de resposta contra o ex-governador.
“O Taques foi um cara que passou o mandato inteiro mentindo, está mentindo agora, já tem 20 decisões desfavoráveis a ele, condenações por ter faltado com a verdade, por ter mentido, por ter dito coisas que não podia dizer”, afirmou Mendes.
O embate ocorreu após Taques apresentar à PGR um novo aditamento à representação relacionada à Operação Heritage. No documento, o ex-governador pede que o Ministério Público solicite ao STF a prisão preventiva de Mauro Mendes e Fábio Garcia.
Taques argumenta que os dois teriam descumprido uma medida cautelar que proíbe contato entre investigados. A restrição foi determinada pelo ministro Flávio Dino no âmbito da operação da Polícia Federal, que apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, peculato e lavagem de dinheiro.



