O ex-governador Mauro Mendes (União) afirmou que não conversou com o deputado federal Fábio Garcia (União) durante evento realizado recentemente apesar de uma determinação judicial que impede a comunicação entre eles sobre o processo oriundo da operação Heritage, que investiga supostos desvios de recursos públicos. Segundo Mendes, os dois apenas se viram, se afastaram e permaneceram em lados diferentes do palco.
Mauro classificou a situação como um “encontro fortuito” e rejeitou a possibilidade de que o momento tenha sido usado para qualquer tipo de conversa ou combinação relacionada ao processo.
“O que houve foi um encontro fortuito, na frente de um palco, eu não sabia que ele estava lá e ele não sabia que eu estaria”, afirmou. Segundo o ex-governador, o encontro ocorreu diante de mais de mil pessoas e com cerca de 50 pessoas próximas.
Mendes destacou que a decisão judicial não impede que os dois estejam no mesmo ambiente, mas proíbe que conversem sobre o processo ou eventualmente combinem versões. Para ele, seria ilógico tentar fazer qualquer articulação em um local público e com grande quantidade de testemunhas.
“Se nós quiséssemos fazer isso, nós iríamos escolher um milhão de lugares, menos na frente de um palco ao lado de cinquenta pessoas, na frente de mil pessoas”, declarou. Ele classificou como “estupidez” e “pura tentativa de ludibriar as pessoas” a interpretação de que o encontro teria servido para uma conversa entre os dois.
O ex-governador reforçou que não houve diálogo entre eles. “Foi um encontro fortuito, não conversamos, só nos vimos, nos afastamos, ele ficou de um lado do palco e eu fiquei do outro, não passou absolutamente disso”, disse.
Mauro também reagiu ao pedido de prisão apresentado pelo candidato Pedro Taques, que teria apontado o encontro como possível descumprimento da medida cautelar.
Sem citar o conteúdo jurídico do pedido em detalhes, Mendes atacou o adversário e afirmou que ele acumula decisões desfavoráveis relacionadas a declarações feitas durante sua trajetória política.
“Vou levar em consideração aquilo que fala o cara mais mentiroso da história do governo de Mato Grosso”, afirmou.
Mendes disse ainda que já teria obtido diversos direitos de resposta contra o adversário e reclamou que precisa interromper atividades de campanha para responder às acusações.
“Já gravei o nono direito de resposta contra ele. Está difícil para mim fazer campanha, porque o Taques não deixa, toda hora tem que parar a campanha para ir gravar direito de resposta”, declarou.



