ÚNICA MANEIRA
Pivetta quer cortar comunicação de facções com bloqueio de celulares nos presídios
Muvuca Popular
O Governo de Mato Grosso prepara a licitação para contratar um sistema de bloqueio de sinais de celulares nas unidades prisionais do Estado. O anúncio foi feito pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que classificou a tecnologia como a solução definitiva para interromper a comunicação de integrantes de facções criminosas presos com comparsas do lado de fora dos presídios.
“Nós estamos formulando o edital para licitar a compra desse serviço, para bloquear celular nas unidades prisionais”, afirmou o governador. Na noite desta segunda-feira (14).
Segundo Pivetta, o Estado realiza ações permanentes de fiscalização e combate à entrada e utilização de aparelhos telefônicos nos presídios, mas ainda enfrenta ocorrências envolvendo o uso clandestino dos equipamentos.
“Nós fazemos sistematicamente o combate, a fiscalização. Infelizmente, ainda existem muitos casos desses, e a solução definitiva é bloqueador de celular”, declarou.
Para o governador, impedir o funcionamento dos aparelhos dentro das unidades é fundamental para atingir diretamente a estrutura de comunicação das organizações criminosas.
“É a única maneira de eliminar definitivamente a comunicação dos detentos que comandam o crime aqui fora”, acrescentou.
A declaração ocorreu após Pivetta ser questionado sobre as investigações da Operação Fariseus, da Polícia Civil, que apura a suspeita de utilização de um projeto religioso para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação a integrantes de uma facção criminosa.
O inquérito apontou, entre outros elementos, que a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida mantinha relacionamento com Renildo da Silva Rios, conhecido como “Chapa” ou “Velhote”, apontado pela investigação como liderança da facção em Mato Grosso.
Registros reunidos pelos investigadores mostram chamadas de vídeo e troca de mensagens envolvendo Rhavenna e o detento mesmo enquanto ele estava preso, além de fotografias e outros materiais produzidos dentro da unidade prisional com aparelhos eletrônicos.
A Operação Fariseus foi deflagrada em julho e investiga suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Rhavenna foi presa durante a operação.



