SEM SABER NÚMEROS, PARTIU PARA O ATAQUE
Galvan não sabe responder sobre mortes de mulheres, ataca Lula e é chamado de “raso”; acompanhe aqui
Patrícia Neves/Renato Ferreira
O candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) não soube responder quantas mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros em Mato Grosso, nem quantas mulheres mataram homens e quais foram as motivações desses crimes. As perguntas foram feitas por Carlos Fávaro (PSD) durante o debate promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (17).
O questionamento ocorreu após Galvan afirmar, em eventos anteriores, que não deveria haver diferença entre mortes de homens e mulheres e criticar o tratamento específico dado ao feminicídio. Em vez de apresentar os números solicitados, o candidato desviou o assunto para o Supremo Tribunal Federal (STF) e cobrou de Fávaro uma posição sobre a cassação de um ministro da Corte.
“Eu gostaria que você não se desviasse das perguntas. Você vai ou não vai cassar o ministro? Existem mais de 100 infrações cometidas por um único ministro”, declarou Galvan.
Na réplica, Fávaro afirmou que Galvan demonstrava desconhecimento sobre a violência contra as mulheres e apresentou dados referentes ao estado.
“Ele é raso no tema, não se aprofunda. Eu posso dizer que 193 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso nos últimos quatro anos. Foram 345 filhos e filhas que ficaram órfãos por causa do feminicídio”, afirmou.
Fávaro ainda disse que o enfrentamento à violência contra a mulher não deve ser tratado como uma questão ideológica e cobrou “compostura” do adversário.
Na tréplica, Galvan voltou a não apresentar os números solicitados e responsabilizou os governantes pela violência. O candidato atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também citou a gestão de Mauro Mendes em Mato Grosso.



