APÓS DISCURSO DO NOVO PRESIDENTE
Abilio diz que Ilde “do microfone” difere do vereador “dos bastidores”
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta terça-feira (6) que há uma diferença entre o discurso de Ilde Taques (Podemos) ao microfone e sua atuação nos bastidores. Ao rebater a defesa de independência da Câmara feita pelo presidente da mesa diretora da Casa de Leis, eleito nesta manhã, o prefeito disse acreditar que o parlamentar manterá uma relação de diálogo com o Executivo quando assumir o comando do Legislativo, no biênio 2027/2028.
“Existem dois Ildes Taques: o do microfone e o dos bastidores”, declarou. Segundo Abilio, a fala pública do vereador procura contemplar os colegas que sustentaram sua eleição. “O Ilde do microfone está falando isso para ganhar uns eleitores dele aí, os outros vereadores que votaram nele nesse processo eleitoral.”
Eleito na manhã desta terça-feira por unanimidade, com 27 votos, Ilde assumirá a presidência em janeiro de 2027, sucedendo Paula Calil (PL). Após a votação, defendeu uma Câmara independente, com fiscalização do Executivo e dos gastos públicos.
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Na leitura de Abilio, porém, o perfil de articulador demonstrado por Ilde nos bastidores deverá orientar sua atuação à frente da Casa. O prefeito classificou o vereador como um “grande articulador político” e afirmou não acreditar que ele transformará a presidência em um espaço de oposição à Prefeitura.
“Eu duvido que ele, assumindo a presidência da Câmara, vá fazer um trabalho de oposição ao prefeito da Capital. Acho que essa não seria a estratégia inteligente para ele conduzir a Câmara Municipal”, afirmou.
Abilio defendeu que o futuro presidente busque equilíbrio entre os vereadores e uma condução harmoniosa da relação entre os poderes. Para ele, a aprovação de projetos e a entrega de resultados à população exigem cooperação institucional.
“O Poder Executivo depende do Poder Legislativo para aprovar os seus projetos, e o Poder Legislativo depende do Poder Executivo para entregar resultados”, disse.
O prefeito também rebateu a expressão “puxadinho”, usada no debate sobre a autonomia da Câmara, e sustentou que a Casa já mantém uma atuação própria. “Não é puxadinho. Tanto é que não é hoje”, declarou.



