quinta-feira, 8 outubro, 2026

Expediente

Muvuca Popular

CORPO LOCALIZADO

Delegado aponta crime brutal contra professor e revela que segundo suspeito já foi identificado

Gustavo Castro

O delegado Bruno  Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), classificou como brutal o assassinato do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, cujo corpo foi encontrado no início da noite desta quinta-feira (8), em uma região de difícil acesso no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. O delegado revelou que um segundo suspeito já foi identificado e que a principal hipótese para a motivação do crime é passional.

“É uma pessoa muito fria. No início da prisão, nos primeiros 30 minutos, ele foi um pouco relutante, mas, após eu apresentar algumas provas técnicas, começou a conversar e detalhar algumas coisas para nós”, relatou.

O delegado destacou que os elementos reunidos durante a investigação colocam Elias diretamente na cena do crime. Segundo ele, a polícia conseguiu comprovar tecnicamente que Breno esteve com o serralheiro após o desaparecimento, ocorrido em 26 de setembro.

“Nós conseguimos provar, de forma técnica e irrefutável, que o Breno estava com ele aqui no momento”, afirmou.

Apesar de ter indicado o local onde o corpo estava, Elias negou ter sido o responsável direto pela morte do professor. O delegado, entretanto, ressaltou que as provas apontam para o envolvimento direto do investigado no caso.

Segundo o delegado, o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, preso temporariamente por envolvimento no caso, inicialmente negou qualquer participação no desaparecimento e na morte do professor. No entanto, após ser confrontado com provas consideradas contundentes pela investigação, acabou confessando o crime.

Bruno Abreu afirmou que a Polícia Civil já reunia elementos que apontavam para o envolvimento de Elias antes mesmo da confissão. O delegado, porém, preferiu não detalhar quais provas foram apresentadas ao investigado, para não comprometer o andamento das diligências.

Sobre a motivação, Bruno Abreu afirmou que ainda não é possível apresentar uma conclusão definitiva, mas indicou que os investigadores trabalham com a hipótese de crime passional. A linha de investigação ainda depende de esclarecimentos sobre as circunstâncias que antecederam a morte do professor.

O delegado também classificou o assassinato como brutal, mas não revelou detalhes sobre a forma como Breno foi morto. Devido ao avançado estado de decomposição do corpo, a causa da morte deverá ser confirmada por exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).

A localização do cadáver ocorreu após a prisão temporária de Elias, realizada por equipes da DHPP na região do Manso. Breno estava desaparecido desde 26 de setembro, quando saiu de casa informando que retornaria em breve, mas não voltou.

IRMÃO SE MANIFESTA

Após a confirmação da localização do corpo, Bruno, irmão do professor, publicou uma mensagem nas redes sociais lamentando a morte e fazendo referência a uma possível exposição de atitudes do suspeito que, segundo ele, Breno pretendia realizar.

“Se o seu medo era ser exposto pelo meu irmão, sinto muito. Você foi exposto da pior forma. Que Deus tenha piedade de você. Você levou metade de mim e agora é conhecido por matar uma pessoa que ia expor suas atitudes”, escreveu.

A manifestação levanta questionamentos sobre possíveis desentendimentos anteriores ao crime, mas a Polícia Civil ainda não confirmou se a situação mencionada pelo irmão tem relação direta com a motivação do assassinato.

INVESTIGAÇÕES

O desaparecimento de Breno mobilizou familiares durante 12 dias. Inicialmente, o caso foi acompanhado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas e, posteriormente, passou a ser investigado pela DHPP, sob responsabilidade do delegado Bruno Abreu.

Na quarta-feira (7), a mãe do professor esteve na delegacia e apresentou informações consideradas relevantes para a investigação. O delegado relatou que a conversa foi longa e emocionante e destacou a confiança demonstrada por ela no trabalho policial, apesar da angústia provocada pelo desaparecimento do filho.

As diligências foram intensificadas e resultaram na prisão de Elias e, horas depois, na localização do corpo.

A Polícia Civil segue investigando a dinâmica do assassinato, a possível motivação passional e a participação de outras pessoas no crime.

Leia também