A mãe do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, desaparecido desde o dia 26 de setembro, procurou a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na quarta-feira (7), e repassou novas informações que podem contribuir para as investigações. O jovem foi visto pela última vez em Várzea Grande e está desaparecido há 12 dias.
O delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, relatou nesta quinta-feira (8) que recebeu a mãe do professor para uma conversa longa e emocionante. Segundo ele, apesar da angústia provocada pelo desaparecimento do filho, a mulher apresentou informações relevantes e demonstrou confiança no trabalho da Polícia Civil.
“Foi uma conversa bastante longa, até emocionante, da parte dela e até da minha parte, apesar de estar há quatro anos na Delegacia de Homicídios. Ela passou algumas informações relevantes para nós”, afirmou o delegado.
Bruno Abreu destacou que a mãe deixou a unidade policial mais tranquila após receber esclarecimentos sobre o andamento das investigações. No entanto, ressaltou que parte das informações precisa permanecer sob sigilo para não comprometer as diligências.
“Tem detalhes que eu não posso comentar com vocês. Eu também não pude comentar certos detalhes com ela. Ela entendeu a investigação, a complexidade”, explicou.
O delegado também afirmou que a confiança demonstrada pela família aumenta a responsabilidade da equipe na busca por respostas sobre o paradeiro do professor.
“Quando uma mãe que está sem seu filho confia na polícia, isso gera mais responsabilidade para nós, aumenta a nossa responsabilidade. O que eu disse para ela é apenas confiar no nosso trabalho, na nossa equipe. Toda a Delegacia de Homicídios está empenhada”, declarou.
DESAPARECIMENTO
Breno desapareceu na noite de sábado, 26 de setembro, após sair de casa, em Várzea Grande, por volta das 20h. O último registro conhecido do professor ocorreu na região da Capela do Piçarrão.
Segundo familiares, o jovem vestia uma regata marrom e um short preto quando saiu de casa. Posteriormente, a família recebeu mensagens enviadas pelo celular dele, mas estranhou a forma como os textos estavam escritos.
Os familiares também receberam uma fotografia em que Breno aparecia usando roupas diferentes daquelas que vestia quando saiu de casa. Depois disso, o aparelho celular foi desligado.
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou uma pessoa de interesse para o esclarecimento do caso, que passou a ser conduzido pelo setor de homicídios da DHPP.
Apesar dessa mudança, a morte do professor não foi confirmada oficialmente, e o caso permanece sem esclarecimento definitivo.
A Polícia Civil continua realizando diligências para descobrir o que aconteceu com Breno e identificar os possíveis envolvidos no desaparecimento. Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia 197.











