quinta-feira, 8 outubro, 2026

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OPERAÇÃO FIO

Operação mira grupo suspeito de tráfico e lavagem de dinheiro em MT e SP

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), uma operação para desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que os suspeitos estariam envolvidos na movimentação e ocultação de recursos obtidos com as atividades criminosas.

A Operação Fio cumpre 26 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso, e em cidades do Litoral Sul de São Paulo. São cinco mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros.

Entre os alvos está um investigado que teria deixado a região de Cuiabá depois de sobreviver a uma tentativa de homicídio dentro de um hotel em Várzea Grande. Homens armados invadiram o estabelecimento e fizeram vários disparos contra ele, mas não conseguiram atingi-lo.

A Polícia Civil apura se o atentado tem relação com a atividade do tráfico ou com outros fatos investigados na Operação Fio. Depois do episódio, o suspeito teria se deslocado para outra região.

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) identificaram indícios de que integrantes do grupo movimentavam valores incompatíveis com a capacidade econômica declarada. Também há suspeita de que pessoas físicas e empresas tenham sido utilizadas para fazer circular e esconder dinheiro ligado ao tráfico.

Para atingir o patrimônio dos investigados, a Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros. Os valores foram definidos individualmente e chegam a R$ 1,4 milhão para alguns dos alvos. Em outros casos, o limite estabelecido é de aproximadamente R$ 300 mil, enquanto determinadas ordens permitem o bloqueio integral dos valores encontrados.

Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá. A operação tem apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo/Santos, da Delegacia de Mirassol D’Oeste e da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor).

O material apreendido durante a operação será analisado pelos investigadores, que devem aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo, a origem dos recursos e a eventual participação de outros envolvidos.

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