O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o deputado Júlio Campos (União Brasil), que não conseguiu se reeleger nas eleições deste ano, tem interesse em uma possível ida de Dilmar Dal Bosco (União Brasil) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Segundo Russi, a saída de Dilmar do Legislativo poderia abrir espaço para que Júlio, na condição de suplente, continuasse exercendo o mandato a partir de 2027.
“O Júlio tem um interesse no Dilmar porque ele assume como deputado estadual. É natural isso, pô. Eu, se eu fosse suplente, eu também teria interesse que o meu titular assumisse uma vaga no Tribunal de Contas, disputasse uma prefeitura, pudesse abrir um espaço”, declarou Russi.
A declaração foi dada após o presidente da Assembleia ser questionado sobre pedidos de remanejamento de parlamentares para a próxima legislatura. Russi afirmou que não recebeu solicitações pessoais específicas de outros deputados, mas reconheceu o interesse de Júlio Campos em uma eventual saída de Dilmar.
“Não, não tem não. Não tem nenhum pedido específico pessoal, não”, respondeu. Na avaliação de Max Russi, o interesse de Júlio Campos é compreensível, já que uma eventual indicação de Dilmar ao Tribunal de Contas permitiria ao suplente permanecer na Assembleia Legislativa mesmo após não conquistar a reeleição.
“Então, é natural esse encaminhamento, essa articulação que ele tá fazendo. Ele tá fazendo uma articulação. A gente tem que respeitar, é válido, não tem nada que não seja republicano dentro desse trabalho que ele tá fazendo para tentar, a partir do próximo ano, estar aqui ainda como deputado estadual”, afirmou.
O nome de Dilmar Dal Bosco passou a ser mencionado nos bastidores políticos diante das especulações sobre uma possível aposentadoria antecipada do conselheiro Waldir Teis, que completará 75 anos em 2028, idade-limite para a aposentadoria compulsória.












