O senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) manteve sua posição contrária ao fim da escala 6×1, e voltou a defender uma negociação das jornadas de trabalho entre empregados e empregadores. Mesmo em meio a pressão popular, o ex-governador garante que não mudará de opinião.
A declaração ocorre em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1, que deve ser votado nesta quarta-feira (14) no Senado Federal, e à mudança de posicionamento do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que inicialmente defendia a discussão de um novo modelo de jornada, mas já anunciou que votará favoravelmente à proposta que acaba com esse regime.
“Gente, eu nunca temi falar aquilo que eu acredito. Se eu me preocupasse com isso, Mato Grosso não estaria onde está hoje. Foi fazendo a coisa certa, dizendo as coisas corretas e, obviamente, respeitando o contraditório”, declarou.
O ex-governador argumentou que a discordância de determinados grupos não deve ser motivo para rever posições e citou sua trajetória política em Mato Grosso como respaldo para a postura que adota.
“Não é porque alguém é contra, alguém chia, alguém reclama que eu vou mudar as minhas opiniões. Vivemos uma democracia, cada um dá sua opinião e vence a maioria”, afirmou.
A controvérsia envolve a defesa de Mauro de que a carga horária possa ser negociada diretamente entre trabalhadores e empresários. A posição contrasta com a mobilização de setores que defendem o fim da escala 6×1, modelo em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e descansa um.
Ao ser questionado se considera contraditória a mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro, seu aliado político, Mauro rejeitou a interpretação. O senador eleito sustentou que a divergência de opiniões e a prevalência da vontade da maioria são características do sistema democrático.
“Vejo contradição nenhuma. Vejo isso na democracia. Democracia manda a maioria. […] Cada um tem direito a ter o seu pensamento e vence na democracia a maioria”, finalizou.












