O primeiro suplente de senador Odílio Balbinotti (PL) negou que existam negociações para assumir a presidência do Partido Liberal em Mato Grosso, mas admitiu que o comando da sigla poderá passar por mudanças após as eleições.
Cotado nos bastidores para substituir Ananias Filho, ele evitou defender a permanência do atual dirigente e afirmou que a reestruturação partidária deverá ser discutida com as lideranças eleitas.
“Não existe nada sobre isso. O que existe é normal depois da eleição, e a gente espera isso depois da eleição do Flávio, se Deus quiser, com sucesso do Flávio, que a gente volte para dentro do partido e discuta a estratégia para os próximos anos”, afirmou.
Balbinotti destacou que o PL precisará se reorganizar para as eleições municipais de 2028 e que as discussões devem envolver não apenas a presidência estadual, mas toda a estrutura partidária.
“Nós temos uma eleição daqui a dois anos para prefeito e já precisa ser conversado, precisa ser organizado o partido para esse enfrentamento. É só isso por enquanto”, explicou.
Questionado diretamente se defende a continuidade de Ananias Filho na presidência do PL, Balbinotti não manifestou apoio ao dirigente e deixou em aberto a possibilidade de substituição.
“Por enquanto, eu não defendo nada. Eu acho que nós temos que sentar junto com todos os eleitos, e as pessoas eleitas é que vão montar essa estratégia. E essa estratégia, inclusive, passa pela presidência, secretários e assim por diante, pela estrutura do PL”, declarou.
As declarações ocorrem em meio às divisões internas enfrentadas pelo partido durante a disputa pelo Governo de Mato Grosso. Parte das lideranças liberais apoiou Wellington Fagundes (PL), enquanto outra ala se aproximou de Otaviano Pivetta (Republicanos), eleito governador ainda no primeiro turno.
A divergência expôs um racha na sigla e colocou em discussão a condução política de Ananias, que defendeu a candidatura própria do PL ao Governo.
Nesse cenário, o nome de Balbinotti passou a ser apontado como uma das alternativas para o comando estadual, especialmente por sua articulação com lideranças nacionais e sua participação na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.














