O fim da escala 6×1, em que o trabalhador trabalha seis dias e folga um, tem preocupado a indústria mato-grossense. Por meio de nota, a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) manifestou preocupação com a medida que pode, segundo a entidade, trazer prejuízos de até R$ 1,2 bilhão por ano para a indústria no estado.
Aprovada pelo Senado na quarta-feira (14) e promulgada pelo Congresso Nacional nesta sexta-feira (16), a Emenda Constitucional nº 141 implanta, de forma gradual, a escala 5×2, com duas folgas semanais para os trabalhadores.
“Estudo do Observatório de Mato Grosso do Sistema Fiemt, com base na RAIS 2024, estima que 167.579 vínculos de trabalho na indústria podem ser afetados, o equivalente a 84,7% do emprego industrial do estado. O custo adicional pode variar de R$ 800 milhões a R$ 1,2 bilhão por ano, com aumento estimado de 9,9% a 14,8% na folha de pagamento”, diz trecho da nota.
No texto, a entidade afirma que “a melhoria das condições de trabalho é uma pauta legítima”, porém, que esse tipo de mudança precisa de “estudos consistentes e avaliação criteriosa dos impactos sobre o emprego, os custos de produção e a competitividade das empresas”.
“A aprovação em pleno período eleitoral, sem o aprofundamento necessário sobre todas as consequências econômicas e sociais, reforça a importância de uma implementação responsável. A realidade de Mato Grosso, com suas particularidades produtivas e operacionais, não cabe em uma regra única aplicada indistintamente a todos os setores”, critica ainda a nota.














