domingo, 18 outubro, 2026

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“As pessoas culpam o Governo Federal que paga, mas não culpam o governo municipal que tem que fazer a gestão”, diz deputada sobre o Bolsa Família

Thalyta Amaral e Renato Ferreira

Foto: Câmara Federal

A deputada federal eleita Rosa Neide (PT) voltou a defender o Bolsa Família nesta terça-feira (13) e cobrou que a população também fiscalize a parte do programa que é de competência local. “As pessoas culpam o Governo Federal que paga, mas não culpam o governo municipal ou estadual que tem que fazer a gestão do programa”.

Rosa Neide reforçou que o Governo Federal destina os recursos, mas os valores só são pagos às pessoas cadastradas pelas prefeituras, que é quem deve fazer a fiscalização se todos os requisitos são cumpridos.

“Quem é responsável por cuidar disso são as prefeituras. A prefeitura tem que olhar se a pessoa tem outro emprego, se está cumprindo, a criança está na escola”, argumentou.

A parlamentar também enfatizou que, com os R$ 600 pagos mensalmente, é mito que as pessoas estão deixando de trabalhar para receber apenas o Bolsa Família.

“As pessoas que estão assistidas são pessoas que não têm condições de ter o mínimo necessário para a sua sobrevivência. E o Partido dos Trabalhadores, os aliados, não defendem a assistência por assistência, não queremos assistência para que as pessoas não trabalhem. R$ 600 é um recurso com que a mãe, que a maioria dos que recebem o Bolsa Família são mães, para ela comprar o leite e o pão do filho”, defendeu.

Presidente estadual do PT e deputado estadual reeleito, Valdir Barranco ressaltou que programas como o Bolsa Família existem também em países desenvolvidos.

“Nós precisamos esclarecer isso, porque nenhum país desenvolvido deixa de ter programa de transferência de renda. Os 27 países da União Europeia têm programas muito robustos de transferência de renda do que no próprio Brasil (…) É o mínimo para garantir com que as pessoas, principalmente as mães, não vejam seus filhos perecerem de fome ou da falta daquilo que é mínimo para a subsistência”, complementou Barranco.

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