O Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica (CBCP) confirmou que o médico Euler Gustavo Prezza, responsável pela cirurgia plástica durante a qual morreu Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, em Cuiabá, possui formação e experiência na especialidade. Em comunicado divulgado no domingo (18), a entidade pediu cautela diante das críticas à qualificação do profissional e ressaltou que complicações durante procedimentos cirúrgicos não significam, necessariamente, a ocorrência de erro médico.
Segundo o CBCP, Euler integra a entidade desde 2011, quando ingressou como membro efetivo, e passou à categoria de membro titular em 2018. O médico possui certificado de especialização emitido pelo próprio colégio em 2008, além de cursos de aperfeiçoamento na área.
“O CBCP informa que está acompanhando o caso, que envolve o Dr. Euler Prezza, médico integrante de seus quadros, profissional com formação e experiência na área da cirurgia plástica”, destacou a entidade.
A manifestação ocorre após a morte de Lurdes, registrada na sexta-feira (16), durante um procedimento estético realizado na capital mato-grossense. O episódio levantou questionamentos sobre a qualificação do cirurgião e as circunstâncias do atendimento.
Em nota, o colégio destacou que intercorrências graves podem acontecer mesmo em cirurgias conduzidas por profissionais experientes e em unidades hospitalares adequadas.
“É importante ressaltar que intercorrências graves, embora infrequentes, podem ocorrer mesmo em procedimentos realizados por profissionais qualificados e em ambientes hospitalares adequados. A ocorrência de uma complicação, por si só, não caracteriza erro médico ou conduta inadequada”, afirmou.
A entidade também defendeu que sejam evitados julgamentos antecipados enquanto as autoridades responsáveis investigam as circunstâncias da morte da paciente.
O CBCP citou ainda a Lei nº 3.268/1957, que assegura ao médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina a habilitação legal para o exercício da medicina, incluindo a realização de procedimentos cirúrgicos. Essa habilitação, contudo, não equivale automaticamente ao reconhecimento de título de especialista pelo Conselho Federal de Medicina.
Relembre
Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, morreu na sexta-feira (16), durante uma cirurgia plástica realizada pelo médico Euler Gustavo Prezza, em Cuiabá. A morte da jovem provocou repercussão e levantou questionamentos sobre as circunstâncias do procedimento e a qualificação profissional do cirurgião.
Após o ocorrido, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) abriu uma sindicância para apurar o caso. A defesa do médico, representada pelo advogado Alex Cardoso, afirmou que Euler possui experiência na realização de cirurgias plásticas e saiu em defesa de sua atuação profissional.
O caso também motivou a manifestação do Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica (CBCP), que confirmou a formação e a experiência do médico na área e ressaltou que a ocorrência de complicações durante uma cirurgia não caracteriza, por si só, erro médico.













