segunda-feira, 19 outubro, 2026

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RELAÇÃO CONTURBADA

Investigador da PC vai parar na delegacia após brigar com duas namoradas em Cuiabá

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Uma mulher foi conduzida à Polícia Militar após ser apontada como responsável por invadir o terreno da residência do ex-namorado, um investigador da Polícia Civil, na noite de segunda-feira (12), em um condomínio no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá. O caso foi registrado em um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), que será encaminhado ao Juizado Especial Criminal.

Conforme o documento, a mulher, identificada pelas iniciais P.R.P.G., teria ido ao condomínio acompanhada de outra mulher, identificada no relato. As duas queriam confrontar o investigador, identificado pelas iniciais M.F.L.S., após descobrirem informações sobre possíveis relacionamentos simultâneos.

Segundo o relato do policial militar responsável pela ocorrência, a equipe foi acionada por volta das 21h30. Ao chegar ao local, os militares encontraram P.R.P.G. contida por seguranças do condomínio. A segunda mulher já havia deixado o local.

À PM, o investigador relatou que a ex-namorada tentou entrar no condomínio, mas não tinha autorização. Segundo ele, ela teria rompido a cancela da portaria, seguido até a residência, pulado o portão do terreno e batido com força na janela do quarto, além de proferir ofensas contra ele. A vítima afirmou que as duas só deixaram o local após a intervenção dos seguranças.

O investigador também declarou que essa seria a terceira vez que a ex-namorada entrava no condomínio sem autorização e afirmou que ela não aceitava o fim do relacionamento.

Mulher relata violência durante relacionamento

Em sua versão, P.R.P.G. afirmou que foi procurada pela seguna suspeita, que teria apresentado comprovantes de transferências bancárias, fotos íntimas e um vídeo de relações sexuais envolvendo o investigador. Segundo ela, as informações indicariam que ele mantinha outro relacionamento.

A mulher declarou que decidiu ir até a residência do ex-companheiro para confrontá-lo e reconheceu que estava emocionalmente abalada. Ela afirmou, porém, que não houve dano à porta da casa, como teria sido alegado pelo investigador.

No depoimento, P.R.P.G. também relatou ter sofrido violência psicológica durante o relacionamento e afirmou que, em uma ocasião, o investigador teria colocado algemas em seu braço enquanto estava embriagado, causando ferimentos. Segundo ela, não registrou ocorrência na época por medo, em razão de ele ser policial civil.

As alegações de violência feitas pela mulher constam no TCO e não há, no documento, informação sobre registro anterior de ocorrência ou apuração específica desses relatos.

Caso será analisado

A ocorrência foi registrada como possível violação de domicílio, prevista no artigo 150 do Código Penal. Após a elaboração do TCO, P.R.P.G. assinou um termo de compromisso para comparecer ao Juizado Especial Criminal de Cuiabá, com audiência indicada para 26 de novembro de 2026, às 18h.

A assinatura do compromisso não representa confissão ou reconhecimento de culpa. Caberá à Justiça analisar o caso e deliberar sobre os fatos registrados.

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