segunda-feira, 19 outubro, 2026

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Mato Grosso tem sete mulheres no top 100 das mais poderosas do agro

Thalyta Amaral

Sete mulheres de Mato Grosso estão entre as 100 mais poderosas do agronegócio brasileiro, segundo lista divulgada pela revista Forbes na última quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A seleção reúne empresárias, pecuaristas, lideranças indígenas e representantes de movimentos que se destacam pela influência e atuação no setor.

Esta é a segunda edição da lista “As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, publicada pela Forbes Agro. A primeira foi lançada em 2021. O levantamento reconhece mulheres que ocupam posições de liderança, movimentam negócios e contribuem para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Entre as representantes de Mato Grosso estão nomes ligados à produção de grãos, pecuária, sustentabilidade, bem-estar animal e agricultura indígena. Confira quem são elas.

Belisa Souza Maggi – Fundação Amaggi
Neta dos fundadores do Grupo Amaggi, André e Lucia Maggi, Belisa aparece em 17º lugar e preside a Fundação Amaggi, responsável pelos investimentos sociais do conglomerado. Acionista do grupo, ela atua em projetos voltados ao desenvolvimento das comunidades, à educação e à transformação social nas regiões onde a empresa mantém operações.

Carmen Perez – Pecuarista em Araguaiana
À frente da Fazenda Orvalho das Flores, em Araguaiana (563 km a leste de Cuiabá), Carmen Perez é referência nacional em bem-estar animal e está em 23º lugar na lista. Com mudanças no manejo e treinamento de funcionários, conseguiu reduzir a mortalidade de bezerros de 14% para 1,6%. Também desenvolve projetos audiovisuais e capacitações para incentivar práticas mais sustentáveis e humanizadas na pecuária.

Geni Caline Schenkel – Movimento Agroligadas
Fundadora e presidente do Movimento Agroligadas, criado em Campo Verde (131 km ao sul) em 2018, Geni está em 40º lugar e lidera uma rede com cerca de 3 mil mulheres, presente em 100 cidades de 24 estados. A iniciativa busca aproximar o campo da cidade por meio de visitas a propriedades rurais, ações educativas e divulgação de informações sobre o agronegócio. O movimento estima já ter alcançado mais de 2 milhões de pessoas.

Maria Cecília Zenezokemaero – Engenheira agrônoma indígena
Integrante do povo Haliti-Paresi, de Campo Novo do Parecis (396 km a noroeste), Maria Cecília consta como61º lugar entre as mais poderosas do agro foi a primeira mulher de sua aldeia a se formar em engenharia agronômica. Atualmente, presta assistência técnica a lavouras de algodão e defende a autonomia econômica das comunidades indígenas. Também atua na valorização da produção agrícola desenvolvida dentro dos territórios tradicionais.

Mônica Marchett – Empresária e pecuarista em Rondonópolis
Presidente do Grupo Mônica e integrante da diretoria da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Mônica Marchett aparece na 76ª posição e se destaca na pecuária de Mato Grosso, especialmente no melhoramento genético de bovinos. Sua atuação é voltada à produção de animais de qualidade e ao fortalecimento da pecuária brasileira.

Natália Martins – Pecuarista em Cáceres
À frente da Fazenda Camparino, em Cáceres (225 km a oeste), Natália Martins é a 78ª mais poderosa do agro brasileiro e atua na criação de bovinos e no desenvolvimento da pecuária. Seu trabalho é marcado pela gestão da propriedade rural e pela busca de melhorias na produção, com foco na qualidade do rebanho e na eficiência da atividade.

Neiriane Taerik – Liderança indígena em Brasnorte
Presidente da Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, em Brasnorte (579 km a noroeste), Neiriane Taerik é a 80ª na lista e atua no fortalecimento da autonomia econômica das mulheres indígenas do povo Rikbaktsa. Ela lidera iniciativas ligadas à coleta e comercialização da castanha-do-pará, atividade que gera renda para as famílias e contribui para a preservação da floresta.

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