Sete mulheres de Mato Grosso estão entre as 100 mais poderosas do agronegócio brasileiro, segundo lista divulgada pela revista Forbes na última quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A seleção reúne empresárias, pecuaristas, lideranças indígenas e representantes de movimentos que se destacam pela influência e atuação no setor.
Esta é a segunda edição da lista “As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, publicada pela Forbes Agro. A primeira foi lançada em 2021. O levantamento reconhece mulheres que ocupam posições de liderança, movimentam negócios e contribuem para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
Entre as representantes de Mato Grosso estão nomes ligados à produção de grãos, pecuária, sustentabilidade, bem-estar animal e agricultura indígena. Confira quem são elas.
Belisa Souza Maggi – Fundação Amaggi
Neta dos fundadores do Grupo Amaggi, André e Lucia Maggi, Belisa aparece em 17º lugar e preside a Fundação Amaggi, responsável pelos investimentos sociais do conglomerado. Acionista do grupo, ela atua em projetos voltados ao desenvolvimento das comunidades, à educação e à transformação social nas regiões onde a empresa mantém operações.
Carmen Perez – Pecuarista em Araguaiana
À frente da Fazenda Orvalho das Flores, em Araguaiana (563 km a leste de Cuiabá), Carmen Perez é referência nacional em bem-estar animal e está em 23º lugar na lista. Com mudanças no manejo e treinamento de funcionários, conseguiu reduzir a mortalidade de bezerros de 14% para 1,6%. Também desenvolve projetos audiovisuais e capacitações para incentivar práticas mais sustentáveis e humanizadas na pecuária.
Geni Caline Schenkel – Movimento Agroligadas
Fundadora e presidente do Movimento Agroligadas, criado em Campo Verde (131 km ao sul) em 2018, Geni está em 40º lugar e lidera uma rede com cerca de 3 mil mulheres, presente em 100 cidades de 24 estados. A iniciativa busca aproximar o campo da cidade por meio de visitas a propriedades rurais, ações educativas e divulgação de informações sobre o agronegócio. O movimento estima já ter alcançado mais de 2 milhões de pessoas.
Maria Cecília Zenezokemaero – Engenheira agrônoma indígena
Integrante do povo Haliti-Paresi, de Campo Novo do Parecis (396 km a noroeste), Maria Cecília consta como61º lugar entre as mais poderosas do agro foi a primeira mulher de sua aldeia a se formar em engenharia agronômica. Atualmente, presta assistência técnica a lavouras de algodão e defende a autonomia econômica das comunidades indígenas. Também atua na valorização da produção agrícola desenvolvida dentro dos territórios tradicionais.
Mônica Marchett – Empresária e pecuarista em Rondonópolis
Presidente do Grupo Mônica e integrante da diretoria da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Mônica Marchett aparece na 76ª posição e se destaca na pecuária de Mato Grosso, especialmente no melhoramento genético de bovinos. Sua atuação é voltada à produção de animais de qualidade e ao fortalecimento da pecuária brasileira.
Natália Martins – Pecuarista em Cáceres
À frente da Fazenda Camparino, em Cáceres (225 km a oeste), Natália Martins é a 78ª mais poderosa do agro brasileiro e atua na criação de bovinos e no desenvolvimento da pecuária. Seu trabalho é marcado pela gestão da propriedade rural e pela busca de melhorias na produção, com foco na qualidade do rebanho e na eficiência da atividade.
Neiriane Taerik – Liderança indígena em Brasnorte
Presidente da Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, em Brasnorte (579 km a noroeste), Neiriane Taerik é a 80ª na lista e atua no fortalecimento da autonomia econômica das mulheres indígenas do povo Rikbaktsa. Ela lidera iniciativas ligadas à coleta e comercialização da castanha-do-pará, atividade que gera renda para as famílias e contribui para a preservação da floresta.













