terça-feira, 20 outubro, 2026

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DEFENDE INVESTIGAÇÃO

Vereador de oposição diz que operação mancha imagem da Câmara de VG

Renato Ferreira

O vereador de Várzea Grande Adilsinho afirmou que a Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (20), mancha a imagem da Câmara Municipal. O parlamentar defendeu a apuração dos fatos e disse aguardar novos esclarecimentos sobre a investigação, que também tem entre os alvos vereadores do município e de Cuiabá.

“Não deixa de manchar a imagem da Câmara, isso, né? Mas tem que ser apurado e esclarecer esses fatos aí”, declarou.
Adilsinho afirmou que não é alvo da operação, pois integra o grupo de oposição ao atual presidente Wanderley Cerqueira (MDB), lideradopelo vereador Lucas Chapéu do Sol (PL), que disputa o comando do Legislativo municipal contra o emedebista.

Questionado sobre a possibilidade de uma nova eleição para a Mesa Diretora, Adilsinho disse que ainda não há definição. O tema está no centro de uma disputa judicial após a votação realizada em maio ter sido anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em razão da antecipação do pleito.

“A gente não tem essa informação ainda, está correndo os prazos aí, tem a decisão do STF, então a gente tá no aguardo. Vamos aguardar”, declarou o vereador.

A Operação Cathedra Venalis cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, a investigação apura suspeitas de atuação de uma organização criminosa, corrupção e obtenção de vantagens indevidas, com foco em possíveis irregularidades envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
As diligências buscam reunir provas para aprofundar as investigações. A condição de alvo de uma medida judicial não representa, por si só, comprovação de culpa.

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