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COBRANÇA INTERNA

Avallone vai cobrar explicações de vereadores do PSDB alvos de operação do Gaeco

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O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) afirmou que vai cobrar explicações dos vereadores Rogerinho da Dakar e Braz Jaciro, ambos do PSDB, que estão entre os investigados na Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A investigação apura suspeitas de compra de votos, corrupção e atuação de organização criminosa na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

“Vamos pedir as explicações. Acho que é importante”, declarou Avallone, ao comentar o envolvimento dos dois parlamentares do partido nas investigações.

A manifestação do deputado ocorre após a operação atingir vereadores de diferentes partidos, incluindo integrantes do PSDB. Rogerinho da Dakar e Braz Jaciro estão entre os parlamentares que tiveram seus nomes associados às diligências realizadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

A Operação Cathedra Venalis investiga um suposto esquema de negociação de votos e oferecimento de vantagens para influenciar a escolha do comando da Câmara de Várzea Grande. As suspeitas estão relacionadas à eleição realizada em 14 de maio deste ano, quando o vereador Wanderley Cerqueira (MDB) foi reeleito presidente da Casa por 12 votos a 11.

A eleição, no entanto, foi anulada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e uma nova votação está prevista para novembro. A disputa pelo comando do Legislativo envolve o atual presidente, Wanderley Cerqueira, que busca a reeleição, e o vereador Lucas do Chapéu do Sol.

Durante a operação, foram expedidos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular, cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Mais de 200 agentes das forças de segurança participaram das diligências.

Ao todo, 15 vereadores de Cuiabá e Várzea Grande estão entre os alvos da investigação. Além dos parlamentares de Várzea Grande, a operação também alcançou os vereadores cuiabanos Ilde Taques (Podemos), eleito presidente da Câmara de Cuiabá em 6 de outubro, e Alex Rodrigues (Podemos).

Entre as linhas de investigação está a suspeita de que integrantes do Legislativo teriam negociado apoio político em troca de vantagens para garantir o resultado da eleição da Mesa Diretora.

A investigação também busca esclarecer a possível participação de outros envolvidos nas articulações políticas e financeiras relacionadas à disputa pelo comando da Câmara.

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