O prefeito de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), Cláudio Ferreira, negou que haja um “racha” em seu partido, o PL, que enfrentou divergências internas nas eleições por causa da falta de apoio dos correligionários à candidatura de Wellington Fagundes para o Governo do Estado. Ao mesmo tempo em que nega problemas internos, o gestor admitiu que as urnas deram uma “grande resposta” à classe política.
O PL enfrentou rusgas internas pelo fato de a candidatura de Wellington não ter sido bem recebida pelos filiados. Além de Cláudio, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, também declararam apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
“As urnas, os resultados, eles falam por si só. O que estava errado, o que estava certo, o que as pessoas esperavam das suas lideranças. É muito importante. Não importa se você é vereador, não importa se é um deputado, um prefeito, um senador, nem mesmo um presidente. Você nunca deve perder de vista que você representa alguém”, explicou.
“Eu acredito que o povo deu uma grande resposta e nós temos que ter humildade. Não tem esse negócio: ‘fulano de tal venceu’. Eu não tenho isso comigo. Eu acredito muito nessa conexão no que as pessoas querem. Então você tem que estar atento”, enfatizou.
Para o prefeito, na democracia é preciso aceitar a vontade da maioria. “O grande vitorioso foi o povo brasileiro. Quem realmente acredita na democracia tem que respeitar isso. Mesmo que não concorde com a maioria, nós temos que respeitar”.
Sobre uma possível mudança no diretório estadual do PL, que atualmente é comandado por Ananias Filho, após a derrota de Wellington nas urnas, o prefeito de Rondonópolis desconversou.
“Mudança, ela sempre acontece. A democracia, ela preconiza a mudança. Se não fosse necessária a mudança, não tinha eleição de quatro em quatro anos. O poder, ele tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente”, afirmou sem responder ao questionamento sobre a liderança do partido.














