sexta-feira, 23 outubro, 2026

Expediente

Muvuca Popular

Apuração em Mato GrossoCarregando dados do TSE…Atualiza em 30s

1º turno
Seções totalizadas0,00%
Válidos0
Brancos0
Nulos0
Carregando…
Fonte: TSE Atualiza em 30s

TRAMA NA PRISÃO

Médico que matou namorada adolescente vira réu por plano contra promotora

Gustavo Castro

A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia contra o médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, acusado de tentar contratar um atentado contra a promotora Rebeca Santana Rêgo para interferir na atuação dela no processo pela morte de sua então namorada, Kethlyn Vitória da Silva, de 15 anos. A decisão foi publicada na terça-feira (20) pelo juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara da Comarca de Peixoto de Azevedo.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o médico teria oferecido uma quantia elevada para que o ataque fosse executado, sob a justificativa de que a promotora “iria foder com a vida dele” durante o Tribunal do Júri. O dinheiro, conforme teria relatado, viria de uma futura herança.

Com o recebimento da denúncia, Bruno passa a responder por coação no curso do processo mediante grave ameaça. A acusação foi apresentada em 15 de outubro pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Peixoto de Azevedo.

O episódio teria ocorrido em 30 de junho de 2026, no Centro de Detenção Provisória de Peixoto de Azevedo, onde o médico estava preso preventivamente pela morte da adolescente. Durante o banho de sol, ele teria perguntado a outro detento se conhecia alguém disposto a praticar um atentado contra Rebeca.

Para o Ministério Público, a tentativa tinha como objetivo intimidar a promotora e impedir ou dificultar sua atuação no julgamento do médico.

“As declarações, diretamente relacionadas à atuação funcional da vítima, evidenciaram o propósito de intimidá-la e impedir ou dificultar o regular exercício de suas atribuições ministeriais”, aponta a denúncia.

Bruno permanece preso preventivamente desde 5 de maio de 2025 e já foi pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri pela morte de Kethlyn. Ele confessou ter efetuado o disparo que atingiu a adolescente, mas sustenta que foi acidental.

Morte da adolescente

Kethlyn Vitória da Silva morreu após ser atingida por um tiro na nuca, em maio de 2025, em Guarantã do Norte. Durante interrogatório, Bruno afirmou que os dois estavam em um carro, a caminho de casa, e haviam consumido bebida alcoólica.

Na versão apresentada pelo médico, a adolescente pediu para dirigir e sentou-se em seu colo. Ele então pegou uma arma de fogo que acreditava estar descarregada, momento em que ocorreu o disparo.

Bruno declarou que levou Kethlyn ao hospital e acompanhou as tentativas de reanimação por cerca de 40 minutos. A adolescente não resistiu. Ainda segundo seu relato, ele danificou parte da estrutura da unidade de saúde e fugiu em seguida.

À época, a Polícia Civil indiciou o médico por feminicídio, dano ao patrimônio público, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, disparo de arma de fogo, condução de veículo sob influência de álcool, entrega de veículo automotor a pessoa não habilitada e fornecimento de bebida alcoólica a adolescente.

PACAEMBU 1260px X 120px 6 MESES

Leia também