O segundo turno das eleições presidenciais terminou com 48 ocorrências policiais e 31 pessoas conduzidas à delegacia em Mato Grosso, neste domingo (25). Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), a maioria dos registros foi relacionada a casos de desordem e desobediência. O balanço também apontou a substituição de 27 urnas eletrônicas durante a votação.
“Fechamos com 48 ocorrências registradas. A gente tinha passado 37 nesse período e tivemos aumento de ocorrências. Trinta e uma pessoas foram conduzidas à delegacia. A maioria das ocorrências, 42 delas, foi por desordem ou desobediência”, afirmou a secretária de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho.
Apesar dos registros, a secretária destacou que não houve problemas de segurança nas escolas utilizadas como locais de votação. O monitoramento foi realizado desde a madrugada, com apoio das câmeras do programa Vigia Mais MT e de equipes policiais mobilizadas em todo o Estado.
Durante entrevista coletiva realizada na noite de domingo, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, avaliou positivamente o segundo turno e afirmou que a votação ocorreu dentro do planejamento estabelecido pela Justiça Eleitoral.
“Conseguimos executar exatamente o nosso planejamento, não tivemos nenhuma situação extraordinária, foi um case de sucesso. Fizemos tudo dentro da lei, dentro do tempo e com a maior segurança”, declarou.
Além das ocorrências policiais, o TRE-MT registrou 27 substituições de urnas eletrônicas, número superior ao primeiro turno, quando 22 equipamentos precisaram ser trocados.
O diretor-geral do Tribunal, Mauro Diogo, afirmou que as substituições não comprometeram o andamento da votação. Ele também destacou a realização de deslocamentos por aeronaves e embarcações para garantir o atendimento aos eleitores de comunidades indígenas.
A presidente do TRE-MT também comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou a votação até as 19h no horário de Brasília, 18h em Mato Grosso. Segundo ela, os juízes eleitorais foram comunicados imediatamente e cumpriram a determinação.
O segundo turno definiu a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).














