O senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) reagiu com críticas à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e previu um cenário de grave instabilidade econômica e política no Brasil. Aliado de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado neste domingo (25), o ex-governador de Mato Grosso classificou o resultado como uma “decepção” e afirmou que o eleitorado escolheu manter um projeto que, segundo ele, não resolveu os problemas do país.
“Decepção. Acima de tudo, é um sentimento de decepção. O Brasil, hoje, na minha opinião, fez, se esses resultados forem, e aparentemente são corretos, uma opção que eu lamento muito, porque não é só escolher entre Flávio e Lula, é escolher um projeto que não deu certo ao longo de 20 anos”, declarou.
Lula venceu a disputa com 51,79% dos votos válidos, ante 48,21% de Flávio. Durante a apuração, Mauro chegou a demonstrar otimismo e projetou uma vitória do candidato do PL por cinco pontos percentuais. O senador eleito acompanhou o resultado ao lado de Flávio e era cotado para ocupar um ministério caso ele chegasse à Presidência.
Para Mauro, o país precisa romper com a repetição de respostas políticas que, em sua avaliação, não solucionaram questões antigas. Apesar das críticas ao resultado, ele afirmou que sempre manteve respeito pelo presidente Lula e por representantes do PT.
“Nós temos que encontrar um caminho novo para os velhos problemas”, disse.
O resultado em Mato Grosso também entrou na análise do ex-governador. Ele levantou a possibilidade de que eleitores de candidatos da direita eliminados no primeiro turno tenham apoiado Lula na votação decisiva, citando Ronaldo Caiado. Mauro defendeu que esse comportamento seja estudado para explicar a movimentação do eleitorado.
A declaração mais contundente, porém, foi o alerta sobre o futuro econômico e político do Brasil. Mauro afirmou que o país caminha para uma crise grave e disse que o cenário exigirá responsabilidade dos parlamentares, independentemente de suas posições políticas.
“Nenhum senador pode trabalhar contra o nosso país. Existe uma crise contratada desse país gravíssima que vai acontecer. Não tenham dúvida disso, não estou desejando, os números mostram isso”, afirmou.














