O vereador Marcos Aurélio Bento Pena (MDB), conhecido como Marco Aurélio Bombeiro, exerceu o direito de permanecer em silêncio ao ser interrogado pela Polícia Civil após ser preso por suspeita de efetuar disparos pela janela de casa contra pessoas que comemoravam a reeleição presidencial, na noite de domingo (25), em General Carneiro (450 km de Cuiabá). Ele pagou fiança de R$ 1 mil e foi colocado em liberdade na madrugada desta segunda-feira (26).
“Deseja resguardar seus direitos e garantias constitucionais de ficar em silêncio e falar somente em juízo”, registra o termo de interrogatório. O parlamentar estava acompanhado de advogado e não respondeu às perguntas sobre a ocorrência.
Segundo os depoimentos dos policiais militares, uma testemunha procurou a equipe por volta das 22h e relatou que o vereador estaria atirando pela janela em direção aos populares reunidos nas proximidades da Lanchonete Bob Esponja. O homem também informou que uma pessoa havia sido ferida e levada ao Hospital Municipal.
Os militares foram até a residência e negociaram por aproximadamente 50 minutos até que o parlamentar se entregasse. Conforme os relatos, ele precisou ser algemado e colocado na viatura diante da aglomeração de pessoas que ameaçavam avançar contra ele.
Ainda segundo os policiais, antes do interrogatório formal, o vereador confirmou que havia efetuado disparos, mas não soube precisar qual arma utilizou. Os agentes também relataram que ele perguntou se havia feridos e afirmou que teria de pagar pelo erro cometido.
Duas mulheres apresentaram ferimentos. Uma tinha lesões na cabeça e no braço; a outra sofreu lesões leves no braço direito. No despacho, o delegado José Mauro Dias de Souza observou que os ferimentos eram superficiais e, em análise inicial, incompatíveis com projéteis de arma de fogo. Segundo o documento, as informações preliminares indicavam que as vítimas teriam sido atingidas por garrafas lançadas pelo suspeito, que também teria disparado com uma espingarda de pressão.
Na residência, foram apreendidas duas espingardas, uma espingarda de pressão calibre 5,5 milímetros e uma caixa de chumbinhos. O material foi encaminhado para perícia.
O flagrante foi formalizado por suspeita de disparo de arma de fogo, e o delegado determinou a instauração de inquérito para esclarecer os fatos. O documento não registra que o vereador estivesse praticando tiro ao alvo; o relato apresentado à polícia é de disparos em direção aos populares.














