O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negou que Mato Grosso enfrente déficit de profissionais nas forças de segurança pública e atribuiu a sensação de falta de policiais à distribuição inadequada do efetivo entre os municípios. Mesmo confrontado com a estimativa de que seriam necessários mais 6 mil policiais militares para atingir o quantitativo previsto na legislação estadual, o chefe do Executivo sustentou que o número atual de agentes é suficiente para atender à população.
“Nós não temos dificuldade ou falta de efetivo. Pode haver, e eu acredito que há, em alguns municípios, má distribuição. E nós vamos melhorar essa distribuição agora, de maneira que a nossa polícia esteja onde o cidadão está, onde o povo está”, afirmou nesta terça-feira (27).
O governador argumenta que Mato Grosso possui atualmente entre 7.850 e 7.900 policiais militares, dos quais mais de 900 foram convocados neste ano. Segundo ele, a proporção é de aproximadamente um militar para cada 500 habitantes, índice que classificou como equivalente à média nacional.
“Nós temos um policial militar para cada 500 mato-grossenses. Essa é a média nacional. Se você fizer uma pesquisa, vai ver que a média nacional é um policial militar para cada 500 habitantes. Nós temos um policial civil para cada 600 habitantes. A média nacional é um para 800”, declarou.
Pivetta acrescentou que, considerando os efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Politec e Corpo de Bombeiros, Mato Grosso conta com aproximadamente 15 mil profissionais nas forças de segurança.
Apesar de negar a insuficiência de servidores, o governador reconheceu a necessidade de rever a distribuição dos policiais e afirmou que já determinou aos comandos das corporações uma reorganização do efetivo.
A estratégia, segundo ele, é concentrar mais agentes nas regiões com maior demanda por policiamento, inclusive com mudanças na distribuição de profissionais que atuam no Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá.
“Menos no CPA e mais no Mato Grosso”, resumiu.
Questionado se a medida representaria um corte no número de policiais que trabalham em atividades administrativas, Pivetta rejeitou essa interpretação e classificou a iniciativa como uma mudança de estratégia.
“Não é corte. É uma mudança de estratégia. Eu determinei aos comandos das nossas forças de segurança que destinem os nossos agentes para onde o povo está. É uma determinação de governo e nós vamos fazer isso. Eu estou dando o exemplo e todo mundo vai seguir”, declarou.
Novas unidades de segurança
A discussão sobre o efetivo ocorreu durante a apresentação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) destinado a viabilizar a construção de 22 unidades que serão compartilhadas pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros.
De acordo com Pivetta, o instrumento permitirá acelerar as obras e garantir a entrega das estruturas até o final de 2027.
“O importante é o ganho de escala, é a rapidez e a segurança de que nós vamos fazer, no prazo máximo, na pior hipótese até o final do ano que vem, todas essas unidades”, afirmou.
Sobre a quantidade de profissionais que será destinada às novas instalações, o governador não apresentou números nem anunciou a realização de concurso público. Ele explicou que a definição ficará sob responsabilidade dos comandos das instituições, em conjunto com a Secretaria de Estado de Segurança Pública.
“A distribuição cabe à Secretaria de Segurança, junto com as diretorias da Polícia Civil, o Comando da Polícia Militar, a Polícia Técnica e o Corpo de Bombeiros”, finalizou.
















