A secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá, Michelle Dreher, detalhou nesta quarta-feira (4) os primeiros projetos para a nova Secretaria do Autismo e da Neurodiversidade, anunciada na terça-feira (3) pelo prefeito Abilio Brunini (PL). Entre as prioridades estão a criação de um espaço de acolhimento e orientação às famílias, a ampliação do Centro Amar e a descentralização dos atendimentos para diferentes regiões da capital.
Michelle, que está à frente da pasta de Habitação, explicou que a proposta da nova secretaria é integrar serviços de saúde, assistência social, cultura, esporte, lazer e trabalho, com atendimento não apenas às crianças, mas também a adolescentes, jovens e adultos neurodivergentes.
Segundo ela, uma das principais dificuldades enfrentadas atualmente pelas famílias é a falta de orientação após o diagnóstico, especialmente nos casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“Então, o ponto principal eu acho que é a gente ter um espaço onde a gente possa recebê-los, porque hoje a gente não tem um local específico onde as pessoas possam tirar dúvidas, onde possam receber todo tipo de acolhimento e informação sobre o que tem”, afirmou.
A secretária exemplificou a situação de mães que recebem o diagnóstico de autismo dos filhos e não sabem quais providências tomar para garantir atendimento especializado e acesso aos direitos previstos em lei.
A intenção é que a nova estrutura municipal funcione como uma porta de entrada para essas famílias, oferecendo informações sobre serviços disponíveis, encaminhamentos e orientações sobre os primeiros passos após o diagnóstico.
Outro desafio apontado por Michelle é a dificuldade de acesso a médicos neurologistas, tanto na rede pública quanto na privada. A escassez desses profissionais, segundo ela, representa um obstáculo para famílias que precisam obter laudos e iniciar o acompanhamento especializado.
Ampliação do Centro Amar
Entre as primeiras medidas planejadas está a expansão do Centro Amar, unidade municipal voltada ao atendimento de pessoas autistas e suas famílias.
Michelle afirmou que a procura pelos serviços é elevada e que já existe um projeto para instalar uma nova unidade na região do CPA. A proposta também contempla a abertura de outros espaços em bairros da capital.
“A nossa ideia também é ampliar o Centro Amar. O Centro Amar está fazendo um brilhante trabalho, a procura está muito grande. Então, acho que um dos nossos primeiros pontos vai ser também ampliar o Centro Amar”, declarou.
Segundo a secretária, Samanta já trabalha na elaboração de um projeto para a unidade do CPA. A expansão pretende facilitar o acesso aos atendimentos, especialmente para famílias que precisam percorrer grandes distâncias em busca de acompanhamento.









