O governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos) criticou o cenário econômico brasileiro e afirmou que o país se tornou um ambiente favorável para agiotas e especuladores, enquanto os empreendedores enfrentam dificuldades para investir e desenvolver seus negócios. A declaração foi feita ao comentar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano.
Apesar das críticas à situação econômica do país, Pivetta defendeu a decisão do Banco Central e destacou a importância da autonomia da instituição. Questionado se a manutenção dos juros teria relação com o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, o governador ressaltou que a autoridade monetária possui independência para tomar suas decisões.
“Banco Central é a autoridade monetária do Brasil e, graças a Deus, tem autonomia. Diferente do que queriam fazer, baixar juros em canetaça. Banco Central tem um presidente nomeado pelo presidente atual, pelo presidente Lula, que é o Galípolo”, afirmou.
O governador também elogiou a capacidade técnica do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e considerou que a manutenção dos juros foi a medida mais adequada diante do atual momento econômico.
“É um técnico das finanças, extremamente renomado, capaz e a decisão do Banco Central é a mais adequada para o momento econômico que vive o Brasil”, declarou.
Entretanto, Pivetta lamentou que as condições econômicas brasileiras dificultem o empreendedorismo e favoreçam aqueles que obtêm rendimentos por meio de juros e operações financeiras.
“Isso, infelizmente, eu falo infelizmente como brasileiro que gosta do desenvolvimento, gosta do empreendedorismo, mas o Brasil, do jeito que está, não é um ambiente fértil para o empreendedorismo. É um ambiente fértil para os agiotas, para os especuladores, para quem vive do rentismo que esse país patrocina através da dívida pública”, criticou.
A decisão de manter a Selic em 13,75% ao ano foi anunciada pelo Copom na quarta-feira (04). A taxa básica de juros é utilizada pelo Banco Central como instrumento de controle da inflação, mas também influencia o custo do crédito, os financiamentos e os investimentos, impactando diretamente a atividade econômica do país.










