SESSÃO NESTA QUARTA
Botelho diz que votação do RGA deve seguir orientação do governo e cobra diálogo com servidores
Da Redação
O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) afirmou, na manhã desta terça-feira (13), que a votação do Reajuste Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, prevista para esta quarta-feira (14), às 10h, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), tende a seguir a orientação do governo do Estado. Segundo o parlamentar, não há, neste momento, um debate efetivo sobre o percentual a ser concedido. Os servidores estaduais, que já sinalizam indicativo de greve, cobram percentual de 19,8% , somando, além da inflação do último ano a recomposição acumulada referente ao período de 2017 a 2025.
“Não existe essa discussão. Vai ter sessão amanhã e ela vai mostrar que o governo manda. É isso. Se será 4,56%, eu não sei. Está previsto na lei, mas como o IPCA é de 4,26%, o governo pode mudar, pode reduzir”, declarou.
Botelho afirmou não compreender a ausência de um posicionamento formal do Executivo até agora e criticou a falta de diálogo com as categorias do funcionalismo público. Para ele, o governo deveria apresentar dados técnicos e abrir negociação com os servidores.
O deputado destacou que sempre defendeu que os sindicatos busquem primeiro o reconhecimento oficial de perdas salariais acumuladas, etapa que, segundo ele, já foi cumprida por meio de estudos e levantamentos técnicos. Ainda assim, avaliou que algumas categorias, como os profissionais da área da saúde, enfrentam maior dificuldade de avanço nas negociações.
Como alternativa, Botelho apresentou uma proposta vinculada ao crescimento da arrecadação estadual. Segundo ele, o Estado vem registrando aumento expressivo de receitas nos últimos anos, o que permitiria um modelo progressivo de recomposição salarial. “A arrecadação cresce a taxas de 12%, 13%, 15% ao ano, sem frustração de receita. A cada 5% de crescimento, poderia ser acrescido 1% para quitar passivos com os servidores. Se cresceu, paga; se não cresceu, não paga. É um planejamento possível e responsável”, explicou.
O parlamentar afirmou que a proposta ainda está em fase de amadurecimento, mas reforçou a necessidade de um debate mais transparente e técnico sobre o RGA. “O Estado cresce, a arrecadação aumenta, então é possível construir uma solução sem criar desequilíbrio fiscal”, concluiu.



