Mesmo com pressão de servidores, Mauro Mendes diz que RGA segue a lei e descarta índice maior
Da Redação
O governador Mauro Mendes (União) afirmou, na manhã desta terça-feira (13), que o projeto de lei a ser encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que trata da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, fixa o índice em 4,26%, conforme já vinha sendo sinalizado pelo governo. De forma objetiva, o chefe do Executivo destacou que a proposta está plenamente respaldada na legislação vigente.
“É aquilo que está previsto em lei. O governo não fez nem um milímetro a mais, nem um a menos”, declarou o governador, ao reforçar que o índice segue estritamente os parâmetros legais.
Do outro lado da mesa, a Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso contesta o percentual apresentado. A entidade afirma ter contratado um estudo técnico que aponta perdas salariais acumuladas próximas de 20%, referentes a anos anteriores, e defende que o governo reconheça esse passivo.
A divergência acirra o clima entre o Palácio Paiaguás e o funcionalismo público, que já admite a possibilidade de paralisação dos serviços caso não haja avanço nas negociações ou sinalização de entendimento por parte do Executivo e do Legislativo.
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (13), a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso, Carmem Sílvia Campos Machado, afirmou que a votação do RGA, prevista para esta quarta-feira (14), será decisiva para a categoria. Segundo ela, os servidores acompanharão a sessão no plenário da ALMT e esperam uma postura firme e responsável dos deputados estaduais.
A dirigente sindical ressaltou que o Parlamento tem papel fundamental na mediação do conflito e na defesa dos direitos do funcionalismo, destacando que o tema exige debate técnico, sensibilidade política e compromisso institucional diante do impacto direto na vida de milhares de servidores estaduais.



