VOTAÇÃO HOJE
Wilson Santos diz que RGA deve passar como o governo quiser, mas defende emendas para ampliar reajuste
Da Redação
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais deve ser aprovada conforme o percentual encaminhado pelo governo, durante sessão extraordinária marcada para a manhã desta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Segundo o parlamentar, apesar da mobilização do funcionalismo e da tentativa de articulação por parte dos deputados, a base governista deve impor maioria na votação.
O Executivo estadual enviou à ALMT proposta de reajuste de 4,26%, correspondente à inflação medida pelo IPCA. Já os servidores cobram a aplicação de 4,6% e defendem, ainda, a abertura de diálogo para o pagamento do passivo de 19,52% referente a RGAs de anos anteriores que não foram quitadas. O impacto financeiro estimado da proposta em discussão é de cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
Ao comentar o cenário, Wilson Santos demonstrou ceticismo quanto a qualquer alteração substancial no texto original do projeto. “ Vai passar o que o governo quiser. Vai ter uma maciça maioria. Não somos mais crianças em relação a isso”, declarou ao Resumo do Dia.
Apesar disso, o deputado afirmou que pretende votar favoravelmente ao projeto do governo, mas com emendas que ampliem o reajuste e reconheçam o direito histórico dos servidores. “Haverão emendas para aumentar esse valor porque é um histórico. É um resíduo de 2019, 2020 e 2021 que totaliza quase 20%. É um direito do servidor. Isso está na Constituição”, ressaltou.
Wilson Santos também fez críticas ao que classificou como enfraquecimento do respeito às leis no país. “No Brasil, as leis estão cada vez menos respeitadas, em diversas áreas. As interpretações variam de tal forma que nem leis constitucionais estão sendo respeitadas”, afirmou.
A Federação dos Servidores Públicos segue pressionando o governo estadual pela negociação do passivo acumulado e não descarta a deflagração de greve caso não haja avanços. O governador Mauro Mendes (União), por sua vez, já deixou claro que não concederá reajuste acima da inflação.
Diante do impasse, os servidores organizam uma manifestação na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, apostando na articulação dos deputados estaduais para tentar avançar na recomposição salarial.



