VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
MT tem 18 foragidos por feminicídio e Coronel Fernanda cobra rigor no cumprimento de prisões
Da Redação
Mato Grosso possui atualmente 18 homens foragidos da Justiça acusados de feminicídio, conforme levantamento divulgado nesta semana. Os mandados incluem prisões preventivas, temporárias, ordens de recaptura e até casos com condenação definitiva, quando o réu já deveria estar cumprindo pena.
Os mandados em aberto foram expedidos na Capital, Cuiabá, e em municípios como Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, Vila Rica, Porto Alegre do Norte, São Félix do Araguaia, entre outros.
Os casos envolvem crimes registrados entre agosto de 2019 e junho de 2024.
O feminicídio é caracterizado pelo assassinato de mulheres em razão de sua condição de ser mulher e representa a forma mais extrema de violência. Em Mato Grosso, somente em 2025, mais de 50 mulheres foram mortas nessa condição, segundo dados recentes.
A deputada federal Coronel Fernanda, que também é Procuradora da Mulher na Câmara, manifestou preocupação com os números e defendeu maior rigor no cumprimento das ordens judiciais.
Segundo a parlamentar, a existência de criminosos foragidos representa ameaça direta à segurança das mulheres e reforça a sensação de impunidade.
A deputada destacou que muitos casos de feminicídio são precedidos por histórico de violência doméstica, ameaças e agressões. Para ela, o enfrentamento ao crime exige atuação integrada entre forças de segurança, Judiciário e redes de proteção às vítimas.
Coronel Fernanda ressaltou que, como Procuradora da Mulher, tem atuado para fortalecer políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e à responsabilização dos agressores.
Entre as iniciativas defendidas pela parlamentar está o Projeto de Lei nº 2525/2024, de sua autoria, que institui um protocolo nacional para padronizar o atendimento às vítimas de crimes sexuais. A proposta estabelece prazos para realização de exame de corpo de delito, atendimento médico imediato, administração de medicamentos preventivos contra doenças e gravidez, além da preservação de provas e acompanhamento psicológico e social às vítimas. O projeto deve ser votado ainda neste ano na Câmara dos Deputados.
Para a deputada, a proposta representa um avanço no combate à violência contra a mulher, ao garantir respostas mais rápidas do Estado e maior eficiência na responsabilização dos criminosos. Segundo ela, a padronização dos procedimentos contribui para evitar falhas na coleta de provas e amplia a proteção às vítimas desde os primeiros momentos após a denúncia.
Ela também defendeu a ampliação do acesso às medidas protetivas, o fortalecimento das estruturas de acolhimento e campanhas de conscientização para incentivar denúncias.



