CRÍTICA
Jayme Campos defende centro político, critica polarização e questiona fundo partidário de R$ 5,6 bilhões
Muvuca Popular
O senador Jayme Campos (União Brasil) fez duras críticas à polarização ideológica no país, defendeu uma postura de centro na política e voltou a questionar o atual modelo partidário brasileiro, inclusive o volume de recursos destinados ao fundo eleitoral.
Ao comentar o cenário nacional, o parlamentar afirmou que não se identifica com os rótulos tradicionais de esquerda ou direita e que sua atuação está voltada ao que considera ser o interesse coletivo.
“Eu não vejo dessa forma. Eu sou de centro. Independente da questão ideológica partidária, é preciso olhar o bem comum da população. Quando se cria essa divisão entre esquerda e direita, isso estressa o ambiente político, gera desgaste e quem paga a conta é a sociedade brasileira”, declarou ao Pod Cast PodRevirar.
Para o senador, o Brasil vive um momento que exige união entre os poderes e responsabilidade institucional. Ele defendeu maior harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), como condição essencial para a estabilidade democrática.
“Precisamos de bom senso da classe política e dos poderes constituídos. O Brasil precisa de união”, reforçou.
Jayme também criticou o que chamou de “oportunismo partidário”, apontando a troca frequente de legendas por parte de políticos como um dos fatores de enfraquecimento da democracia.
“Tem gente que hoje está na esquerda, amanhã está na direita. Que esquerda é essa? Que direita é essa? Muitas vezes é oportunismo, é surfar na onda”, afirmou.
O senador destacou sua própria trajetória partidária como exemplo de coerência. Segundo ele, iniciou a carreira no antigo PDS, passou pelo PFL, depois DEM e atualmente está no União Brasil, sempre acompanhando as transformações internas das legendas, mas sem mudança de campo político.
“Eu nunca mudei de posição por conveniência. Tenho orgulho da minha história e do respeito ao ideário partidário”, disse.
Jayme Campos ainda criticou o elevado número de partidos no país. Atualmente, o Brasil conta com 33 siglas registradas e outras em processo de formação. Para ele, o sistema deveria ser mais enxuto.
“No máximo seis partidos já seria suficiente. Esse excesso enfraquece a democracia”, avaliou.
Por fim, o parlamentar questionou o montante destinado ao financiamento público de campanhas eleitorais. “Nós temos que discutir isso urgentemente. São R$ 5,6 bilhões para fazer campanha política. É preciso responsabilidade”, concluiu.
A fala do senador reforça seu posicionamento de defesa do centro político e de revisão estrutural do sistema partidário brasileiro, em meio a um ambiente nacional ainda marcado por forte polarização.



