PERDEU PROTAGONISMO
De personagens da política a lideranças desconhecidas: veja quem assumiu o PRD em MT
Muvuca Popular
A homologação da nova comissão provisória estadual do Partido Renovação Democrática (PRD) em Mato Grosso marcou mais do que uma simples troca administrativa: escancarou o novo momento da legenda no Estado, agora distante das articulações protagonizadas por figuras conhecidas da política mato-grossense e sob o comando de nomes ainda pouco identificados pelo eleitorado.
Com vigência até 31 de dezembro de 2026, a nova composição foi validada pela Justiça Eleitoral e coloca na presidência estadual Aluizo Lima Pereira. A vice-presidência será ocupada por Marco Aurélio Sales Ferreira de Moraes, enquanto Yuri Fernando de Oliveira Martelo assume a secretaria-geral e Tadeu Aurimar Mocelin fica responsável pela tesouraria-geral.
A mudança ocorre em meio a um cenário de fragilidade interna da sigla, que perdeu espaço político após a nacional destituir a Executiva Estadual, que estava com um projeto de crescimento desenhado para as eleições de 2026.
Até poucos meses atrás, o partido estava sob influência do grupo liderado pelo secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho Júnior. A destituição do diretório estadual desmontou a estratégia construída pela antiga direção e teve impacto direto no planejamento eleitoral da legenda.
O principal reflexo ocorreu em março, quando foi cancelado um evento que serviria como vitrine para anunciar novas filiações e apresentar um plano de fortalecimento político visando o próximo ciclo eleitoral. A iniciativa era vista como tentativa de consolidar o PRD como alternativa competitiva no cenário estadual, mas acabou interrompida antes mesmo de sair do papel.
Além da troca no comando, a nova composição também traz nomes que já enfrentam desgaste político regional. Entre eles está Faira Olivia Strapazzon, escolhida como primeira tesoureira da comissão provisória.
Em maio deste ano, Faira passou a enfrentar questionamentos nos bastidores de Sinop após se aproximar de lideranças ligadas à oposição ao prefeito Roberto Dorner. A movimentação gerou desconforto entre antigos aliados e abriu discussões sobre alinhamento político e fidelidade ao grupo que integrou durante parte da atual gestão municipal.
Sem figuras de grande projeção estadual e após perder o grupo que conduzia sua estratégia eleitoral, o PRD inicia uma nova fase em Mato Grosso tentando reconstruir espaço político em um ambiente cada vez mais competitivo para 2026.


