O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou o empresário Giovanni Zem Rodrigues, genro do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (26) e é resultado de ação penal oriunda da Operação Mantus, deflagrada em 2019 para desarticular grupos acusados de explorar ilegalmente o jogo do bicho em Mato Grosso.
Na sentença, o magistrado apontou culpabilidade exacerbada de Giovanni Zem, ressaltando que ele liderava a organização criminosa denominada “Colibri”. O empresário foi condenado a 9 anos, 5 meses e 5 dias de prisão, em regime inicial fechado.
Adelmar Ferreira Lopes foi condenado a 7 anos e 6 meses de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 105 dias-multa, pelos mesmos crimes. Já Marcelo Gomes Honorato e Agnaldo Gomes de Azevedo receberam penas idênticas: 7 anos e 6 meses de prisão, também em regime semiaberto, e 105 dias-multa. Todos poderão recorrer em liberdade.
Foram absolvidos por insuficiência de provas Noroel Braz da Costa Filho, Sebastião Francisco da Silva, Paulo César Martins, Breno César Martins, Bruno César Aristides Martins, Augusto Matias Cruz, José Carlos de Freitas e Valcenir Nunes Inério.
Além das condenações, a Justiça decretou o perdimento dos bens apreendidos em favor do Estado, por entender que foram adquiridos com recursos ilícitos. Entre os itens confiscados estão uma Fiat Toro preta, um Toyota Corolla prata, um Chevrolet Onix e um relógio Rolex, além de valores em espécie e quantias bloqueadas por meio do sistema Sisbajud.
O juiz determinou que os bens de maior valor sejam levados a leilão, com os recursos destinados ao Fundo Estadual de Segurança Pública (Fundepol). Já equipamentos eletrônicos e objetos sem relevância econômica deverão ser destruídos ou doados a instituições sociais.



