PLANO DE GOVERNO
Natasha promete “cashback” de ICMS para famílias de baixa renda em MT
Thalyta Amaral
Candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD) incluiu em seu plano de governo a criação de um programa de devolução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para famílias de baixa renda. O chamado “cashback” estadual atenderia famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda de até três salários mínimos.
A proposta integra o plano de governo de Natasha para o período de 2027 a 2030. Segundo o documento, a medida busca reduzir o peso dos impostos sobre o consumo no orçamento das famílias de menor renda e anteciparia em Mato Grosso um mecanismo de devolução de tributos previsto na reforma tributária nacional.
“O imposto sobre o consumo pesa mais no bolso de quem ganha menos”, diz o plano. O documento prevê que o impacto fiscal do programa seja estimado e compensado conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas não detalha qual percentual do imposto seria devolvido, a periodicidade dos pagamentos ou quanto a medida custaria aos cofres estaduais.
O plano de governo de Natasha está dividido em sete frentes e reúne propostas para educação, saúde, segurança pública, mulheres, infraestrutura, economia, meio ambiente e gestão fiscal.
Um dos pontos é a exigência de declaração anual de bens e rendimentos do governador, vice-governador, secretários e demais integrantes do primeiro escalão. A obrigação seria estendida aos cônjuges e filhos, com o objetivo de identificar eventual evolução patrimonial incompatível durante o exercício do cargo, respeitando regras de sigilo fiscal e proteção de dados.
Na educação, o plano prevê concurso público para zerar o déficit de professores efetivos, cumprimento integral do piso do magistério e ampliação das vagas em creches por meio de cofinanciamento do Estado com os municípios.
Já na segurança pública, Natasha defende alternativas penais para crimes sem violência e revisão permanente da situação de presos provisórios como medidas para enfrentar a superlotação carcerária. O programa também prevê ampliar o trabalho remunerado e a qualificação profissional dentro das unidades prisionais.



