RELATOR
Relator, Beto diz que CPI da Saúde tem “formato extremamente eleitoral”
Renato Ferreira
O vice-líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Beto Dois a Um (Podemos), afirmou que considera desnecessária a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, instalada para investigar supostos atos praticados na Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023, especialmente em contratos firmados durante o período da pandemia da Covid-19.
Apesar da avaliação crítica sobre a comissão, o parlamentar explicou que pediu para participar da CPI e acabou escolhido como relator pelos demais deputados. Segundo ele, a decisão teve como objetivo garantir responsabilidade e equilíbrio na condução dos trabalhos.
“Na política, você não pode ficar escolhendo só o que você quer. Você tem que escolher o que é necessário. Eu acho, sinceramente, que não há necessidade dessa CPI. Acho que ela tem um formato extremamente eleitoral”, declarou.
Beto também afirmou que não concorda com o que chamou de “lacração eleitoral” ou ações que tenham caráter político e possam prejudicar a gestão pública.
“Eu sou um cara que não gosta dessas lacrações eleitorais e ações eleitoreiras que prejudicam a gestão. Então fiz questão de me colocar à disposição, pedir para ir para a CPI e pedir para ser relator”, disse.
O deputado ressaltou que recebeu o apoio dos colegas parlamentares para assumir a relatoria e afirmou que pretende conduzir os trabalhos com responsabilidade.
“Recebi os votos dos colegas para isso, para que a gente possa ter bom senso no trato dessa CPI”, completou.
A CPI da Saúde foi instaurada na Assembleia Legislativa com o objetivo de investigar possíveis irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde durante o período de 2019 a 2023, especialmente aqueles relacionados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19.



