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SAÚDE

Estudo aponta poluição do ar acima do seguro em 14 cidades de MT; Cuiabá e VG lideram

Nickolly Vilela

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As cidades de Cuiabá e Várzea Grande registraram os maiores níveis de poluição do ar em Mato Grosso, segundo um estudo científico que analisou a qualidade atmosférica em diferentes regiões do estado. A pesquisa aponta que 14 municípios mato-grossenses apresentaram concentrações de poluentes acima dos limites considerados seguros para a saúde, em diferentes momentos entre 2018 e 2022.

O levantamento, realizado por pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), analisou dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) sobre a presença de Material Particulado 2,5 (MP2,5) — partículas microscópicas suspensas no ar que conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório e alcançar a corrente sanguínea.

Entre todas as cidades avaliadas, Várzea Grande apresentou a maior concentração média do poluente, com 79,97 microgramas por metro cúbico. Em seguida aparece Cuiabá, com média de 68,61 microgramas. Os valores superam em várias vezes o limite anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estabelecido em 5 microgramas por metro cúbico.

O estudo mostra ainda que, em diversos momentos do período analisado, os níveis registrados nas cidades ultrapassaram também os parâmetros adotados pela agência ambiental dos Estados Unidos e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece limite de 20 microgramas por metro cúbico no Brasil.

Além da região metropolitana da capital, o levantamento analisou dados de municípios como Sinop, Sorriso, Rondonópolis, Tangará da Serra, Alta Floresta, Barra do Garças, Juína, Juara e Vila Rica, entre outros municípios monitorados.

Os pesquisadores identificaram também um padrão sazonal na qualidade do ar. Setembro aparece como o mês mais crítico, com média de 38,55 microgramas de MP2,5, período que coincide com a fase mais intensa da estiagem no estado, marcada por queimadas, baixa umidade e maior concentração de poeira na atmosfera. Já dezembro apresentou os menores índices, com média de 12,33 microgramas.

A análise indica ainda que os anos de 2018 e 2019 concentraram alguns dos piores registros de poluição atmosférica no estado durante o período estudado.

O material particulado fino é considerado um dos poluentes mais perigosos para a saúde humana. Por causa do tamanho microscópico, essas partículas conseguem ultrapassar as barreiras naturais do sistema respiratório e atingir os pulmões e a corrente sanguínea, aumentando o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Segundo o estudo, também foi observada associação entre a concentração de partículas no ar e o número de mortes por doenças respiratórias nas cidades analisadas, o que reforça o impacto da poluição atmosférica na saúde pública.

Para a Unemat e Fiocruz, os resultados indicam a necessidade de ampliar o monitoramento da qualidade do ar em Mato Grosso e reforçar políticas de controle de queimadas e emissões atmosféricas, especialmente durante os meses mais secos do ano.

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